Kim Fowley (1939-2015)

Um câncer silenciou um dos personagens mais enigmáticos e distintos da história do rock and roll

por Bento Araujo     19 jan 2015

Photo of Kim Fowley

Um câncer de bexiga silenciou um dos personagens mais enigmáticos e distintos da história do rock and roll. Eternamente lembrado como criador, empresário e produtor das Runaways, Fowley foi muito mais que isso, como ele mesmo dizia, foi um mal necessário, o sujeito dos bastidores, tão importante ao rock como a banda que estava no palco.

Fowley parecia indestrutível em sua arrogância e excentricidade, perambulando pela Sunset Strip, sedento por agarrar a tendência sonora que estava lhe aguardando na virada da próxima esquina.

Descobriu e redescobriu talentos, tirou adolescentes das ruas para os palcos, reinventou-se artisticamente por diversas vezes, teve uma curiosa carreira solo (Outrageous, de 1968, e International Heroes, de 1973, são essenciais) e ainda trabalhou ao lado de Alice Cooper, Kiss, Paul Revere and the Raiders, The Seeds, Gene Vincent, Runaways, Modern Lovers, Wigwam, Soft Machine e Blue Cheer.

Morto aos 75 anos de idade, Fowley gerou um agito nas redes sociais, com personalidades lamentando a sua passagem.

Dos tributos, talvez o mais sincero veio de Michael Des Barres (Silverhead, Detective etc.): “Kim Fowley – mágico, manipulador e amante do rock n’ roll. Eu aprendi, dei risadas e o admirei por mais de 40 anos”.

  1. Claudinei José de Oliveira

    Conheço-o do trabalho realizado junto às Runnaways. Mais que descobrir talentos, acho que ele foi bom em saber qual talento se adequava ao momento.

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