poeiraCast 436 – Discos de transição
por Bento Araujo 23 out 2019

Neste episódio, lembramos de alguns álbuns que dividem fases e sonoridades diferentes das bandas, fazendo a transição entre o antes e o depois deles.

Agradecimentos especiais aos apoiadores: Caio Bezarias, Carlos Albornoz, Ernesto Sebin, Evandro Schott, Flavio Bahiana, Herval Domingues, João Roberto Tayt, Lindonil Reis, Luis André Araujo, Luis Kalil, Luiz Paulo Jr., Marcelo Moreira, Marcio Abbes, Marco Aurélio, Ricardo Nunes, Rossini Santiago, Válvula Lúdica, Vandré dos Santos e Wilson Rodrigues.

Baixe esta edição do poeiraCast
  1. João Cândido

    Oi Bento, Ricardo e Sérgio. Sim, era eu naquela feira em Curitiba com a camiseta da gravadora Brain. Desde que compre aquela camiseta (sei lá quando) até hoje, somente duas pessoas reconheceram o símbolo da Brain: o Bento e um outro cara que conheço, do Rio.

    Não quero estender demais essa questão sobre o punk, afinal de contas isso já foi exaustivamente discutido por vocês em diversos programas, mas acho que talvez algumas coisas tenham de ser colocadas. Entendo que o punk teve uma importância sociológica inegável, mas do ponto de vista musical só representou uma involução, uma tentativa mercadológica de fazer o rock voltar às origens mas com um apelo visual lixo e uma postura infantilóide, que alguns críticos chamaram de “atitude”.

    O punk inaugurou a era de ouro dos incompetentes musicais (era que dura até hoje…)

    Com relação à crítica musical também é necessário afirmar que após o advento do punk, surgiram diversos clichês sobre o que o rock “deveria ser”. Então, na cabeça de uma boa parte da crítica, o rock tinha de ser urgente, dançante, básico, sintético (músicas de máximo 3 minutos), brincalhão, divertido. Com base nessas premissas uma caterva de analfabetos passou a falar mal do progressivo, mas todos sabemos que essa parte da crítica não tem e nunca teve fundamentação, leitura, sensibilidade e cultura suficientes pra apreciar um estilo como progressivo (vejam o caso da Bizz). Daí eu vejo a mídia incensar um cara como aquele cantor do Joy Division chamando-o de gênio e não sei o quê… Pô… gênio é o Peter Hammill que ninguém fala. Isto é, só vocês falam.

    Desculpem o desabafo, mas era isso que eu tinha a dizer. Prometo não retornar ao assunto.

    Grande abraço

    Responder
  2. Vandré Santos

    Parabéns pelo programa. Alguns discos de transição que me vieram à mente foram: The Elder (Kiss); Fear of the Dark (Iron Maiden com algumas músicas mais longas e apontando para a fase atual da banda e seria mais explorado no X-Factor, que foi malhado na época e agora começa a adquirir um status “cult”) e ainda falando do Maiden, tem o Somewhere in Time.
    E não fui eu que disse a frase sobre o Sandinista do Clash. Eu há algum tempo falei sobre as bonus craps dos relançamentos de bandas (ou as músicas em takes alternativos, com gravação feita usando a cueca amarela).
    Abração.

    Responder
  3. Arthur

    Um dos recuos que me vem à mente agora é o Kiss. O Destroyer foi um passo adiante depois dos três primeiros e o Alive, mas o Rock And Roll Over foi uma volta. Ele seria a continuação natural do Dressed To Kill.

    Outro recuo de transição foi o Broadsword And The Beast, do Jethro Tull. O “A” foi um passo largo rumo ao Eletrônico, veio o Broadsword (que tem mais a ver com o Stormwatch) e só depois que a banda radicalizou de vez com o Under Etapa.

    Responder
  4. Rondi Moreira

    Pensando em transição como ponte(trazendo algo já feito e algo que viria a ser gravado), será que o Help não seria mais? Porque ele tem coisas como You like me too much e Tell me what you see(que acho chatas), que caberiam em discos anteriores, mas também You got to hide your love away e Ticket to ride, que encaixariam no Rubber Soul tranquilamente. Grande abraço.

    Responder
  5. Isidoro Hofacker dos Santos Jr

    Bom dia, tarde ou noite
    Ainda não ouvi o programa, mas acredito o a banda com mais albuns de transições foi o RUSH, que a cada 4 álbuns de estúdio e 1 ao vivo dava reviravoltas fantásticas no seu som – sem comprometer a qualidade!

    Cadê o TOM WAITS????

    Responder
  6. Guilherme Gomes

    Parabéns por mais um ótimo programa. Acho que o Agents of Fortune do BOC também pode ser considerado um disco de transição. Aliás, um baita disco (meu preferido da banda). Agora a pergunta que não quer calar: QUANDO SERÁ LANÇADA A CAIXA DO POEIRA CAST SESSIONS (ou naked) ?! kkkk
    Abraço e parabéns pelo trabalho.

    Responder
  7. Johnny Gibertoni

    2020 e ainda existe fã de prog recalcado com o punk repetindo os mesmos clichês de sempre? Aí é puxado, hein? Acho que vocês deviam fazer um programa sobre Sex Pistols, Clash e Damned, só pra irritar

    Responder

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *