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“Último desejo” bizarro de Kim Fowley?

Site TMZ diz que o influente produtor queria garotas violando seu cadáver.

por Ricardo Alpendre     23 jan 2015

Kim-Fowley-fuck-youKim Fowley deixou o mundo do rock mais triste e menos safado em janeiro de 2015, com sua morte aos 75 anos. Mas não menos bizarro. Ao menos se for verdade a notícia veiculada pelo site norte-americano TMZ – o mesmo que, em 2009, noticiou em primeira mão a morte de Michael Jackson.

Segundo o site, O produtor que trabalhou com Kiss, Runaways e Alice Cooper teria combinado com o editor da revista Girls and Corpses (Garotas e Cadáveres) que fossem feitas fotos de seu corpo sendo violado por garotas nuas. Esse teria sido seu último desejo. A revista é exatamente o que diz em seu título: uma publicação de fotos de mulheres jovens em poses “sensuais” com zumbis, cadáveres e afins.

De acordo com o TMZ, o produtor, considerado um dos mais geniais e polêmicos do rock, trocou e-mails com o editor e uma fotógrafa da revista em 2012, expressando suas intenções quanto ao ensaio fotográfico, que teria sua então namorada Snow e as amigas dela, fetichistas, mutilando o corpo de Fowley, deixando o sangue rolar, e até ateando fogo no sangue e em ossos. Fowley ainda teria proposto que ele mesmo custeasse o ensaio, se necessário.

O editor, apesar de rejeitar a parte mais sangrenta, teria concordado em fazer a sessão de fotos com as garotas nuas.

Entre o tempo do acordo e o de sua morte, Fowley trocou de namorada e se casou, e a viúva, Kara Wright, é quem tinha o controle do corpo. Segundo o TMZ, no dia 19 de janeiro, Kara não podia ser encontrada para liberar o ensaio. Mas ao que parece ele não chegou a ocorrer, porque o funeral ocorreu na tarde do dia 22, inclusive com as presenças de Joan Jett e do influente disc jockey Rodney Bingenheimer.

Kim Fowley (1939-2015)

Um câncer silenciou um dos personagens mais enigmáticos e distintos da história do rock and roll

por Bento Araujo     19 jan 2015

Photo of Kim Fowley

Um câncer de bexiga silenciou um dos personagens mais enigmáticos e distintos da história do rock and roll. Eternamente lembrado como criador, empresário e produtor das Runaways, Fowley foi muito mais que isso, como ele mesmo dizia, foi um mal necessário, o sujeito dos bastidores, tão importante ao rock como a banda que estava no palco.

Fowley parecia indestrutível em sua arrogância e excentricidade, perambulando pela Sunset Strip, sedento por agarrar a tendência sonora que estava lhe aguardando na virada da próxima esquina.

Descobriu e redescobriu talentos, tirou adolescentes das ruas para os palcos, reinventou-se artisticamente por diversas vezes, teve uma curiosa carreira solo (Outrageous, de 1968, e International Heroes, de 1973, são essenciais) e ainda trabalhou ao lado de Alice Cooper, Kiss, Paul Revere and the Raiders, The Seeds, Gene Vincent, Runaways, Modern Lovers, Wigwam, Soft Machine e Blue Cheer.

Morto aos 75 anos de idade, Fowley gerou um agito nas redes sociais, com personalidades lamentando a sua passagem.

Dos tributos, talvez o mais sincero veio de Michael Des Barres (Silverhead, Detective etc.): “Kim Fowley – mágico, manipulador e amante do rock n’ roll. Eu aprendi, dei risadas e o admirei por mais de 40 anos”.