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pZ 62

Canned Heat, Foghat, Terreno Baldio, Gillan, Pax, Tomorrow, Mark Farner, Mitch Mitchell etc.

por Bento Araujo     07 out 2015

CANNED HEAT
Quando o assunto é o blues pesado, branco e elétrico dos anos 60, todos se lembram geralmente das bandas britânicas: Cream, Fleetwood Mac, Ten Years After, Savoy Brown, Chicken Shack e muitas outras. Mas no país que inventou e disseminou o blues, os Estados Unidos da América, a revolução também estava acontecendo em meados daquela década, com nomes como Paul Butterfield Blues Band e Canned Heat. Eric Clapton, Peter Green, Alvin Lee, Kim Simmonds e Stan Webb podiam muito bem conhecer o gênero que tanto apreciavam, mas os dois fundadores do Canned Heat, Bob Hite e Alan Wilson, possuíam mais do que uma paixão pelo blues, possuíam um conhecimento enciclopédico do gênero. Talvez por essa razão que o Canned Heat seja considerado o grupo branco de rock que mais se especializou em atualizar antigas e obscuras gravações do blues. Além dessa muito peculiar e preciosa interpretação, o Canned Heat ainda promoveu, como nenhuma outra banda de sua geração, o interesse do público com os artistas originais do blues. Em sua trajetória foi comum o grupo gravar e colaborar com ícones do gênero, ajudando-os a ganhar novamente alguma notoriedade dentro do grande público.

GILLAN
Ian Gillan completou 70 anos de idade. Será lembrado para sempre como o vocalista do Deep Purple, mas teve uma passagem relâmpago pelo Black Sabbath que gerou um dos maiores álbuns da história do heavy metal (Born Again, 1983), foi vocalista do Episode Six e protagonizou uma extensa, porém subestimada carreira solo. Além de discos como artista solo, fundou duas bandas que carregavam seu nome: Ian Gillan Band e Gillan, ambas representando fielmente o período em que atuaram. A primeira apostava numa sonoridade fusion típica do fim dos anos 70, a segunda navegava dentro da estética do heavy metal e da NWOBHM, populares no início da década de 80. Gillan, a banda, durou cinco anos (1978-1982) e deixou seis álbuns para a posteridade. Na época fizeram sucesso na Europa e no Japão, mas nunca tiveram penetração no mercado norte-americano, ao contrário de bandas de outros ex-integrantes do Deep Purple, como Rainbow e Whitesnake. Aproveitando as sete décadas de vida do Silver Voice, a pZ relembra os cinco gloriosos anos da banda Gillan.

TERRENO BALDIO
A trajetória de um dos pilares do rock progressivo brasileiro dos anos 70. Os discos, as apresentações e todas as aventuras da banda de Roberto Lazzarini, João “Fusa” Kurk e Mozart Mello.

MARK FARNER (ENTREVISTA)
O líder, vocalista, guitarrista e principal compositor do Grand Funk Railroad falou com a pZ em três ocasiões. Somente uma dessas entrevistas foi publicada, na edição #40, quando Mark Farner estava arrumando as malas para vir se apresentar pela primeira vez no Brasil e nos atendeu via telefone. As outras duas entrevistas foram feitas pessoalmente, quando o músico esteve em São Paulo, mas, por alguma razão, permaneceram inéditas até agora. A primeira delas aconteceu em 2012, no quarto de hotel de Mark e a segunda em 2014, no bar do hotel onde ele estava hospedado. O que você confere nesta edição é um compilado do que de mais interessante rolou nessas duas conversas. A ocasião é propícia, principalmente porque o guitarrista acaba de lançar o seu mais novo trabalho, MF 432, um EP de quatro faixas.

FOGHAT
Nesse número trazemos também uma banda que nasceu inspirada no blues, o Foghat, que surgiu das raízes do Savoy Brown, um dos pilares do blues britânico dos anos 60.

PAX
O rock sulamericano dos anos 60 e 70 está recheado de figuras chave, ícones que na época romperam barreiras com sua música e atitude. Se fora de seus países o reconhecimento ainda é tímido, regionalmente essas figuras icônicas são tratadas com reverência. É exatamente este o caso do fundador do Pax, Enrique “Pico” Ego-Aguirre, guitarrista, compositor e produtor nascido em Lima, Perú. O grupo lançou um único trabalho, em 1970, que rivaliza com clássicos de nomes como Black Sabbath e Deep Purple.

TOMORROW
Uma das maiores forças do underground britânico da década de 60, o Tomorrow lançou dois fulminantes compactos no Verão do Amor. O disco completo veio somente muitos meses depois, quando a febre psicodélica já havia passado. Mas, como legado, ficou esta pequena obra-prima e a popularidade que alguns de seus integrantes conquistariam em diversas bandas nos anos seguintes.

MITCH MITCHELL
O baterista do Experience nasceu em 9 de julho de 1947, em Ealing, Middlesex, Inglaterra, e escreveu seu nome com letras garrafais na história do rock. É o nosso pZ Hero da vez.

E MAIS:
The Galaxies, Lowell George, Paulo Bagunça, Bruce Palmer, Life, The Charlatans, Trader Horne, Racing Cars, Renato Ladeira, Dwight Twilley, Catherine Ribeiro + Alpes, Józef Skrzek, Lothar And The Hand People etc.

poeiraCast 231 – Família Purple

Carreiras solo, bandas e projetos: hoje conversamos sobre a enorme família formada pelos outros trabalhos dos integrantes do Mais

por Bento Araujo     29 abr 2015

Carreiras solo, bandas e projetos: hoje conversamos sobre a enorme família formada pelos outros trabalhos dos integrantes do Deep Purple.

poeiraCast é o podcast da revista poeira Zine
www.poeirazine.com.br

John Gustafson (1942-2014)

“O segundo baixista mais importante de Liverpool”, como era conhecido, faleceu aos 72 anos de idade.

por Bento Araujo     13 set 2014

John Gustafson“O segundo baixista mais importante de Liverpool”, como era conhecido, faleceu aos 72 anos de idade. Nenhum comunicado da família explicou a causa da morte deste “liverpudlian” que ficara somente atrás de Paul McCartney, mas os poucos que tomaram conhecimento da notícia deram início aos seus tributos pessoais ao músico que passou por bandas como Episode Six, Roxy Music, The Merseybeats, Quatermass, Hard Stuff, Ian Gillan Band, Bullet, The Big Three e outras.

Foi no estouro da cena Merseybeat que Gustafson apareceu para o universo do rock ao integrar as bandas The Big Three e The Merseybeats. Com o enfraquecimento daquela cena, o baixista por pouco não virou morador de rua, até conseguir uma vaga na gravação do disco Jesus Christ Superstar.

O próximo passo foi substituir Roger Glover no Episode Six, já que Glover estava a caminho do Deep Purple ao lado de outro integrante do grupo, Ian Gillan. Mas Gustafson ficou pouco no Episode Six; logo estava montando um novo trio com o baterista da banda, Mick Underwood, e um tecladista chamado Peter Robinson. Assim nasceu o Quatermass, que deixou apenas um cultuado e homônimo registro pelo imponente selo Harvest. Gustafson havia mergulhado no hard-prog, popular naqueles tempos.

Hard StuffMergulhado tanto que depois fundou mais dois grupos do gênero: Bullet e Hard Stuff. Contratados da Purple Records, o Hard Stuff trazia também o guitarrista/vocalista John Du Cann e o baterista Paul Hammond. Lançaram apenas dois trabalhos – Bulletproof (1972) e Bolex Dementia (1973) – mas entraram para os livros de história do rock como um belo combo praticante do mais puro hard setentista. Já o Bullet, também conhecido como o pré-Hard Stuff,  gravou um álbum em 1970, que só foi lançado em 2010, sob o nome The Entrance To Hell.

Depois do fim do Hard Stuff surgiram gravações com artistas como Kevin Ayers, Steve Hackett, Shawn Phillips, Rick Wakeman, Ian Hunter, Gordon Giltrap e o próprio Roger Glover – Gustafson participou do fantástico projeto The Butterfly Ball and the Grasshopper’s Feast, lançado por Glover em 1974.

Em paralelo, John Gustafson também se tornou baixista do Roxy Music, participando de turnês e dos álbuns Stranded (1973), Country Life (1974), Siren (1975) e Viva! (1976). Seu baixo pulsante é a essência de “Love Is The Drug”, um dos poucos hits do Roxy Music nos EUA. Enquanto estava no grupo, registrou seu primeiro disco solo, Goose Grease, que permaneceu engavetado por 22 anos, sendo lançado somente em 1997, pelo selo Angel Air.

The Ian Gillan BandAinda em 1976 ele embarcou na Ian Gillan Band, onde registrou os primeiros trabalhos da banda liderada pelo ex-vocalista do Deep Purple: Child In Time (1976), Clear Air Turbulence (1977), Scarabus (1977) e Live at the Budokan (1978).

Em 1982 o Status Quo emplacou nas paradas britânicas uma composição de Gustafson, “Dear John”, faixa do álbum 1+9+8+2. Não muito depois o baixista participou de uma versão reformulada do The Pirates, banda de apoio do lendário rocker britânico Johnny Kidd.

Mais sobre John Gustafson na próxima edição impressa da poeira Zine, que sai em outubro.



http://youtu.be/3JT-6pMQbSE