Arquivo da tag: Aphrodite’s Child

poeiraCast 312 – Os álbuns mais estranhos da Uncut

Com mais uma lista recente para inspirar, a de 101 discos mais estranhos de todos os tempos, da Mais

por Bento Araujo     08 fev 2017

Com mais uma lista recente para inspirar, a de 101 discos mais estranhos de todos os tempos, da Uncut, voltamos ao tópico “discos estranhos”, sob um novo ponto de vista.

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poeiraCast 283 – O selo Vertigo

Já havíamos gravado programas sobre selos discográficos como Harvest, Stax, Island, Elektra… Todos eles muito importantes, é claro. Mais

por Bento Araujo     08 jun 2016

Já havíamos gravado programas sobre selos discográficos como Harvest, Stax, Island, Elektra… Todos eles muito importantes, é claro. Mas não tínhamos, até agora, dedicado um episódio ao selo Vertigo, um dos mais admirados no rock pela ousadia da aposta nos artistas e principalmente pela qualidade da música. Então, aqui está!

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O juízo final segundo o Aphrodite’s Child

666, o disco de despedida do Aphrodite’s Child, ainda tira o sono de muita gente…

por Bento Araujo     17 nov 2015

Aphrodite’s ChildUm freak-out vanguardista da era de Aquarius? O disco preferido de Salvador Dali? O melhor disco do selo Vertigo? A obra progressiva/conceitual definitiva? O melhor orgasmo registrado em disco? A trilha sonora do fim do mundo? Ou apenas uma obra-prima à frente de seu tempo?

Seja qual for a sua resposta, o disco de despedida do Aphrodite’s Child ainda tira o sono de muita gente…

Evangelos “Vangelis” Papathanassiou e o recém-falecido Demis Roussos estiveram associados à música pop nas últimas décadas, mas dentre os anos 1967-1972, a dupla, ao lado de Loukas Sideras, formou um dos trios mais respeitados do rock progressivo, o Aphrodite’s Child. O grupo grego lançou somente três discos, sendo 666 o derradeiro e o mais apocalíptico.

Durante os anos dourados da música beat, Vangelis gastou seu tempo e dedicação no Formynx, o maior nome do beat grego. Roussos não ficava tão atrás, tendo passado bons anos tocando baixo e cantando em grupos como Idols e We Five. Em 1967 a jovem dupla se conheceu e a afinidade foi imediata. Gostavam de Beatles, Procol Harum, Moody Blues e queriam mesclar aquele rock britânico com a música tradicional grega. Sob o nome de Papathanassiou Set gravaram um compacto que foi apresentado a Philips grega. Um executivo do selo ficou impressionado e sugeriu que os garotos se mudassem para Londres, onde sua gravação seria apresentada a Mercury Records. A Grécia estava passando por um momento político conturbado, com uma ditadura militar tomando o poder. Uma sonoridade ousada não teria espaço no país.

Sem visto de trabalho foram obrigados a deixar o plano de morar na Inglaterra para trás, estabelecendo residência em Paris, onde chegaram bem no meio dos tumultos estudantis de 1968. Foram amparados pela Philips/Mercury local e um dos cabeças da gravadora sugeriu que adotassem um novo nome, Aphrodite’s Child. Em outubro daquele ano saiu o primeiro LP, End of the World, e vários compactos vieram na sequência, como o que trazia “Rain And Tears”, sucesso em todo o planeta.

Para levantar um troco o grupo arrumou uma residência num clube noturno chamado Psychedelic. Enquanto isso, o Pink Floyd também se encontrava em Paris, para gravar a trilha do filme More. Uma noite eles estavam de folga e foram assistir ao Aphrodite’s Child no tal clube, como relembra Loukas Sideras: “Sempre nos apresentávamos como um trio e Vangelis tinha um som realmente enorme e poderoso ao vivo. O pessoal do Pink Floyd veio ao nosso show e eles ficaram espantados com a nossa sonoridade no palco, e como aquilo poderia sair de apenas três sujeitos. Eles não acreditavam que a gente não utilizava fitas pré-gravadas nos shows”.

Além do sucesso surreal na França, o Aphrodite’s Child estourou também na Itália, indo participar do festival de Sanremo. Mas o desejo de gravar num estúdio britânico tirava o sono do trio, que finalmente conseguiu realizar seu sonho em 1969, gravando It’s Five O’Clock, o segundo trabalho, no Trident Studios, em Londres. Em meio a canções comerciais, ficava latente também uma veia musical esquizofrênica do conjunto, com temas carregados de Mellotron e psicodelia. Vangelis, no entanto, andava desanimado com alguns dos rumos tomados pela música do trio. Fez questão de dedicar-se à composição em estúdio, enquanto Demis Roussos e Loukas Sideras excursionavam pela Europa com o tecladista Harris Chalkitis. O que ninguém esperava é que Vangelis ainda estaria totalmente envolvido no conceito do próximo trabalho de estúdio do Aphrodite’s Child, aquele que romperia todas as barreiras.

Costas Ferris era um jovem diretor de cinema e roteirista grego, também exilado na França. Ferris conheceu Vangelis ainda em 1966, quando estava dirigindo um documentário sobre o Formynx. Dois anos depois a dupla se reencontrou em Paris, onde o diretor trabalhava num filme com um roteiro radical sobre contracultura, tumultos estudantis e a Guerra do Vietnã.

Como o rock estava se inserindo no subconsciente das novas gerações, Ferris sugeriu que Vangelis criasse a trilha sonora daquela viagem toda, mas o músico não estava interessado. Em contrapartida, achou que seria uma boa se Ferris escrevesse um roteiro para um álbum conceitual que marcaria a despedida do Aphrodite’s Child. A dupla decidiu então mergulhar numa intensa jornada criativa de 18 meses, que renderia o álbum duplo conceitual 666.

O conceito da dupla era complexo. O ponto de partida seria musicar uma adaptação sessentista do livro do Apocalipse (também chamado de Apocalipse de João) contido na Bíblia, buscando assim retratar o turbulento período que o mundo atravessava. Um circo completo, com acrobatas e animais, encenaria o Apocalipse como o perfeito entretenimento. Do lado de fora do picadeiro, no entanto, acontece o Armageddon, mas todos os presentes pensam que aquele estrondo todo na verdade é parte do espetáculo. No clímax da história, os dois eventos convergem na maior batalha entre o bem e o mal já presenciada pela humanidade.

As sessões de gravação de 666 começaram no final de 1970, no Europasonor, estúdio localizado em Paris. Uma surpresa para todos foi a presença do guitarrista Anargyros “Silver” Koulouris, que já havia tocado no Aphrodite’s Child, mas precisou abandonar tudo para prestar o serviço militar na Grécia. A presença de qualquer funcionário da gravadora no estúdio foi absolutamente vetada, visando assim não influenciar o resultado final. O baterista Loukas Sideras relembrou o início das gravações na imprensa musical britânica: “Passamos mais de dez meses em estúdio e não deixamos ninguém da nossa gravadora aparecer. Vangelis, Demis e eu fizemos inúmeras jams. Às vezes tocávamos por três horas seguidas, sem parar. Podíamos utilizar o estúdio das dez horas da noite em diante, até o amanhecer, então ficávamos tocando e gravando tudo. Depois de dois meses paramos para escutar o que havia sido gravado e então decidimos o que iria entrar no disco”. Quem apareceu para dar um alô durante as gravações foi Giorgio Gomelsky, agitador/empresário dos Yardbirds e da noite britânica, que naquela altura andava envolvido com o Gong e o Soft Machine. Sua presença foi tão estimada pelo Aphrodite’s Child que ele até foi creditado na ficha técnica por “passing by”.

666 viria a ser lançado no final de 1971 na França. No resto da Europa saiu somente em junho de 1972. Na Espanha, de Franco, foi banido. Nem todo mundo entendeu sua premissa diabólica de imediato, mas o álbum só ganhou popularidade cult desde então e hoje é considerado uma das obras mestras do rock progressivo/conceitual mundial. A revista especializada Record Collector considerou 666 o melhor álbum lançado pelo selo “swirl” da Vertigo, e a disputa não foi fácil, com o disco do Aphrodite’s Child duelando com discos clássicos do Black Sabbath, Gentle Giant, Uriah Heep, Colosseum e outros gigantes. Um ilustre fã é o eterno frontman do Yes, Jon Anderson, que ficou impressionadíssimo com aquilo que ouviu em 666. Não é a toa que depois ele viria a compor e gravar com Vangelis. 666 ainda influenciou a obra de bandas como Renaissance, Magma, o próprio Yes e o malucão Julian Cope.

A obra derradeira do Aphrodite’s Child começa com “The System”, um tema baseado no famoso ativista político Abbie Hoffman, transformando num mantra emblemático: “Fuck The System”. Outro destaque da primeira porção do elepê duplo é “The Four Horseman”, com seu arranjo inventivo, vocais sublimes e sua guitarra espacial. O contraponto é a instrumental, belíssima e contemplativa “Aegean Sea”. A revolução havia começado.

No segundo disco “Seven Trumpets” abre caminho para “Altamont”. O fim do sonho hippie e o inferno na Terra sacudiam 666 e a mente de quem ousou escutar aquilo de cara lavada, sem os efeitos dos alucinógenos. A música tradicional grega emerge poderosa nas passagens instrumentais “The Lamb” e “The Wedding of the Lamb”. Mas talvez o momento mais comentado de 666 até hoje seja “∞”, ou “Infinity”, uma jam tenebrosa e épica de 39 minutos que infelizmente foi editada para meros cinco minutos. Neles, a atriz Irene Papas registra o orgasmo cósmico definitivo com sua citação “I am to come at once”, algo como “eu vou gozar de uma só vez”. O que poucos sabem é que Irene não fingiu nada, como relembra Sideras: “Irene estava realmente feliz em fazer aquilo. Foi um orgasmo de verdade. Ela permaneceu sozinha em sua cabine de gravação, no escuro, ninguém podia olhar para ela no estúdio. Quando a gravadora escutou ‘Infinity’ eles não estavam satisfeitos. Alguns países se recusaram a lançar o disco em função dessa faixa”.

Ecos do orgasmo que deixaria até Serge Gainsbourg e Frank Zappa constrangidos ainda aparecem na longa suíte “All the Seats Were Occupied”. Trazendo o ouvinte novamente ao solo, a balada “Break” encerra os trabalhos, com vocais do próprio Sideras. No Brasil, Break foi também o título de uma versão editada de 666, lançada como LP simples e com uma capa que mostrava uma batida de carro, que originalmente estampava a parte interna da capa dupla original.

O significado da arte gráfica de 666 é algo também a ser debatido e analisado. O número da besta estampado numa capa vermelho sangue, o desenho da batida do carro e a misteriosa inscrição “This album was recorded under the influence of Sahlep” só colaboravam para a mística ao redor da perturbadora obra. Mas o tal do Sahlep é bem menos interessante do que parece. Tantos os freaks como os programadores de rádio mais assustados achavam que se tratava de um ácido bizantino, do nome de um demônio, de uma erva mística ou até mesmo de um culto secreto do Oriente. Nada disso, Sahlep é apenas uma saudável bebida do Mediterrâneo, feita da raiz seca das orquídeas, muito apreciada em substituição do café, ou do chá, no café da manhã. O mais curioso é que Vangelis, Demis Roussos e Sideras não queriam nada além de Sahlep como combustível em estúdio. 666 foi concebido com os músicos caretas, quase inacreditável.

Aphrodite’s ChildMas a distância das drogas não evitou que o grupo tivesse experiências surreais. A mais memorável delas aconteceu quando receberam a visita de Salvador Dali, justamente no período em que registravam 666 em estúdio. Dali desejava pintar a capa do álbum do Aphrodite’s Child, mas em troca a banda teria que fazer um show no famoso Olympia, de Paris, para ovelhas e vacas ao invés de uma plateia convencional. O happening de Dali e do Aphrodite’s Child também aconteceria em Barcelona, onde seria transmitido por 24 horas seguidas, por autofalantes, pelas ruas, onde soldados nazistas marchariam enquanto as ovelhas retransmitiriam a experiência da apresentação às pessoas. Cisnes seriam dinamitados e elefantes e rinocerontes desfilariam em frente da Sagrada Família de Gaudi. “Chegou a hora de acabar com a Igreja Católica”, declarava Dali. Seria um grande e sem dúvida interessante evento, mas obviamente a gravadora da banda achou um absurdo e não levou a ideia adiante. O interessante é sacar a extrema resposta que 666 teve no meio artístico na época de sua concepção e lançamento. Dali categorizou a música contida no álbum como “música da pedra” e ainda declarou que se tivesse sido um músico e um letrista, desejaria ter 666 como um de seus trabalhos.

Segundo Sideras, 666 “foi um trabalho profético”. Na Bíblia, São João fala do 666 para prevenir as pessoas do Apocalipse. O curioso é que as pessoas sempre acharam que o Aphrodite’s Child fez o disco porque acreditava no número da besta, mas as crenças do grupo eram exatamente opostas. A polêmica religiosa envolvendo o disco gerou um embate com a Mercury, que se recusou a lançar 666, a não ser que ele fosse editado, com as partes mais ofensivas deixadas de fora. O Aphrodite’s Child não concordou e foi até o fim, protegendo o conceito original e seus valores artísticos. A briga foi longe e 666 ficou mais de um ano engavetado nos arquivos da gravadora.

O fim do Aphrodite’s Child aconteceu logo após o lançamento do disco, em 1972. Loukas Sideras se tornou um renomado produtor na Grécia, onde também fundou o Ypsilon, com Lakis Vlavianos e Dimitris Katakouzinos. Demis Roussos partiu para sua carreira de cantor pop e fez estrondoso sucesso no Brasil, onde excursionou por diversas ocasiões. Veio a falecer no último dia 25 de janeiro. Vangelis lançou trabalhos solo interessantes; estabeleceu uma reputação internacional e ainda criou trilhas sonoras extremamente populares, como a do filme Blade Runner, de Ridley Scott.

Artigo originalmente publicado na pZ 59

pZ 59

Rainbow, Aphrodite’s Child, The Sonics, Tim Buckley, Tuca, Howlin’ Wolf e Muddy Waters, Billy Thorpe, rock sueco, Tages, Motörhead, Jackson C. Frank etc.

por Bento Araujo     31 mar 2015

RAINBOW
É sempre um grande prazer lançar uma edição da pZ com uma capa escolhida pelos leitores. Vocês votaram e escolheram o Rainbow como capa e matéria principal deste número 59. Ritchie Blackmore sai finalmente na capa e teve o período 1975-1984 de sua carreira passado a limpo. Foram dezenas de formações, frustrações e tentativas de chegar ao topo das paradas, mas o legado deixado pelo grupo jamais poderá ser subestimado. A fase com Ronnie James Dio fez do Rainbow um dos nomes mais influentes do heavy metal. Graham Bonnet protagonizou uma passagem relâmpago, mas deixou um disco irretocável. A fase Joe Lynn Turner mostrou um Rainbow melódico e mais adulto, produzindo três álbuns clássicos do AOR oitentista. E Doogie White foi o vocalista na curiosa volta do grupo nos anos 90, que também deixou um belo trabalho. No fim, o que prevaleceu foi a visão de Blackmore, ávido por buscar novidades e reciclar a sua banda de tempos em tempos. A matéria inclui a discografia comentada do grupo.

APHRODITE’S CHILD
Seria 666 um freak-out vanguardista da era de Aquarius? O disco preferido de Salvador Dali? O melhor disco do selo Vertigo? A obra progressiva/conceitual definitiva? O melhor orgasmo registrado em disco? A trilha sonora do fim do mundo? Ou apenas uma obra-prima à frente de seu tempo? Seja qual for a sua resposta, o disco de despedida do Aphrodite’s Child ainda tira o sono de muita gente…

THE SONICS
Eles são considerados precursores do punk e a banda de garagem definitiva. A verdade é que aquele som saía tão visceral, sem a menor polidez, porque era o que realmente sabiam fazer. E ainda sabem. A banda esteve no Brasil para comemorar seus 50 anos de estrada, então aproveitamos para relembrar a trajetória do grupo e cobrir a única apresentação deles no país.

TIM BUCKLEY
Ele morreu aos 28 anos de idade, vítima de uma overdose de heroína. Sua carreira fonográfica durou menos de dez anos e foi um fiasco comercial na época, com Buckley partindo do folk para incorporar jazz, psicodelia, soul e música avant-garde em seus trabalhos. Com uma voz peculiar utilizada tanto como instrumento de protesto (em sua fase puramente folk) como de improviso (em sua fase experimental), o destino de Tim Buckley era ser admirado pelas futuras gerações.

TUCA
Valenza Zagni da Silva, ou Tuca, como ficou conhecida, é um caso típico de talento perdido da música brasileira. Tentativas de resgatar e relançar seu pequeno catálogo são feitas constantemente por selos nacionais e estrangeiros, mas a luz no fim do túnel parece inatingível. O fato de Tuca ter morrido prematuramente, em 1978, dificulta ainda mais o processo. A pZ investigou esses fatos e publica um artigo especial sobre a autora do esquecido clássico Dracula I Love You, de 1974.

HOWLIN’ WOLF & MUDDY WATERS
Marshall Chess queria conquistar a América branca adolescente com o blues que era patrimônio da Chess. Estava de olho nos dólares daquele público que vinha fazendo a fortuna da Motown. Para isso, apostou na fusão de dois de seus maiores bluesmen com os sons psicodélicos da moda em 1968.

PÉROLAS ESCONDIDAS ESPECIAL 1965
Dessa vez preparamos um especial com álbuns subestimados que estão completando 50 anos de idade. Estrelando: Billy Thorpe and The Aztecs, Tages, Jackson C. Frank, Downliners Sect, Alan David e The Strangeloves.

E MAIS
Motörhead, Eddie and the Hot Rods, Daevid Allen, Back Door, Ultimate Spinach, Harvey Mandel, Andy Fraser etc.