Glenn Cornick (1947-2014)

Morreu o baixista que passou pelo Jethro Tull, Wild Turkey, Paris e Karthago

por Bento Araujo     29 ago 2014

Glenn Cornick 1971O mundo do rock perdeu hoje um grande baixista, Glenn Cornick, músico que dentre muitas bandas tocou no Jethro Tull, onde gravou os três primeiros discos do grupo: This Was (1968), Stand Up (1969) e Benefit (1970). Até o momento a causa de sua morte ainda não foi revelada.

A notícia da morte do baixista, aos 67 anos, pintou na web depois de um post de Ian Anderson na página oficial de seu Jethro Tull, onde ele comenta: “É com grande tristeza que tomamos hoje conhecimento da morte de Glenn Cornick. Glenn era um cara com grande cordialidade, pronto para fazer amizade com qualquer um – especialmente músicos. Sempre alegre, trouxe bravata para as performances iniciais do Tull, tanto como músico como personalidade. Sua experiência nos grupos beat do norte da Inglaterra e seu amplo conhecimento musical foi sempre útil nos arranjos do início do Jethro Tull”.

Veja o post de Anderson na íntegra.

Após sua saída do Jethro Tull, Cornick fundou o Wild Turkey, com quem lançou os álbuns Battle Hymn (1971), Turkey (1972) e o EP Don’t Dare To Forget (1974). Nos anos 90 voltou ao grupo, lançando mais discos com eles.

Em 1975 o baixista se juntou ao grupo alemão Karthago, lançando com eles o disco Rock ‘n’ Roll Testament, lançado em LP no Brasil pelo selo Sábado Som. Naquele mesmo ano Cornick integrou também o Paris, ao lado de Bob Welch (ex-Fleetwood Mac) e Thom Mooney (ex-Nazz). O Paris deixou apenas dois álbuns, Paris e Big Towne, 2061, ambos de 1976 e lançados inclusive no Brasil.

Fica a obra deste grande baixista, famoso por seus baixos extravagantes, sua habilidade musical, seu incrível visual (num estilo similar ao de Jack Casady do Jefferson Airplane/Hot Tuna) e sua performance de palco sempre impecável.

Mais sobre a morte de Glenn Cornick você lê na próxima edição da poeira Zine.

Abaixo, Cornick tocando baixo e gaita com o Jethro Tull no Rock ‘n’ Roll Circus, organizado pelos Rolling Stones em 1968. Na guitarra, Tony Iommi.

 

  1. Ricardo de Oliveira Nunes

    Sua morte representa uma grande perda para o rock britânico dos anos 60 e 70! Essa notícia me pegou de surpresa! Uma pena!

    Responder
    1. Agus

      Esses se3o os caras! Tive o prazer de asstsii-los 4 vezes em Porto Alegre (e, se voltarem, irei de novo!), ale9m de ter a discografia completa em CD. Bom demais!Ontem mesmo estava asstsiindo um show deles para uma TV aleme3 em 1999 (bootleg, mas com qualidade de imagem e som excelentes!) e Budapest, claro, estava no repertf3rio…

      Responder
  2. Fernando José A. Z. de Mendonça

    Não sei o que pensar ou como eu me sinto, a morte vem para todos nós cedo ou tarde. Resta curtir os primeiros discos do Jethro Tull e Battle Hymns do Wild Turkey que estão na minha estande.

    Responder
  3. Swapnil

    Hehehehe, Ian Anderson que um dia disse ser jovem pra morrer e velho para o rock… Eu gosto muito da priiemra safra progressiva, e gosto desta banda, sf3 acho ruim quando ele resolve tocar a flautinha…. Brincadeira.

    Responder

Faça um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *