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Parceria de Jimmy Page e Chris Squire pode ser lançada

Page espera lançar material arquivado do XYZ, que montou ao lado de Squire e Alan White

por Bento Araujo     30 jul 2015

yes-xyz“Aquilo foi muito triste. Ele era um baixista fenomenal. Foi muito triste perdê-lo”, disse Jimmy Page ao Radio.com, sobre a morte de Chris Squire.

O guitarrista do Led Zeppelin espera poder finalmente lançar material do supergrupo XYZ, que montou em 1981 ao lado do baixista do Yes e de Alan White, baterista também do Yes. O trio registrou demos no estúdio de Page, mas essas gravações nunca foram lançadas oficialmente, como comenta o guitarrista: “Eu tinha um estúdio na época e eles queriam tocar junto comigo. As músicas que praticamos eram realmente boas – foi o meu primeiro projeto depois que perdemos John Bonham. Foi um blend interessante e os caras eram muito, muito bons, então eu tinha que ser muito bom também”.

Page está com planos de lançar esse material do XYZ (eXYes & Led Zeppelin) há algum tempo e confessou que estava esperando terminar os relançamentos dos discos do Zeppelin para entrar em contato com Squire e White para viabilizar os lançamentos. Infelizmente Squire faleceu repentinamente, mas Page espera agora contar com o apoio de White para lançar o material também como uma homenagem ao baixista.

Mais notícias em breve.

Enquanto isso, curta o que vazou na web sobre o XYZ até agora:

A Invasão dos Box Sets

O Natal já passou, mas as luxuosas caixas continuam saindo

por Ricardo Alpendre     28 abr 2015

grobschnitt box set

Não é tempo de Natal, mas os boxes luxuosos continuam chegando para quem quiser presentear – principalmente a si mesmo. Um problema: esses banquetes nunca são lançados por aqui; e se saíssem, provavelmente seriam versões mutiladas. Então é melhor preparar o bolso, ainda mais com o dólar lá em cima e o frete geralmente oneroso. Aqui está uma seleção de novos box sets para incitar os fãs de progressivo e hard dos anos 70.

This Is Your Captain Speaking é uma caixa da Parlophone/EMI com 11 CDs do HAWKWIND, contendo os álbuns de 1970 a 1974 em miniaturas das capas originais, mas sem as faixas bônus das remasterizações anteriores; boa parte delas está no último CD. Engloba todo o período que ainda pertence à EMI – Warrior on The Edge of Time, de 1975 e também gravado para a United Artists, da EMI, há muito não pertence mais à gravadora. Contém também os duplos ao vivo Greasy Truckers Party e The 1999 Party.

After The Flood: At The BBC 1968-1977 são dois CDs contendo gravações ao vivo do VAN DER GRAAF GENERATOR para programas da rádio BBC. Muito interessante, mas não contém todo o material gravado pela banda para a rádio. “Estão chegando perto”, dizem alguns fãs. Mas há quem diga que isso é tudo o que a BBC tem em seus arquivos.

Progeny: Seven Shows From Seventy-Two contém nada menos que sete shows completos do YES gravados nos Estados Unidos e Canadá no ano de 1972, em 14 CDs. O áudio, segundo a Rhino, foi restaurado de tapes recém-descobertos, e a qualidade prometida é maravilhosa. A arte da caixa e de cada capa de CD é trabalho inédito de Roger Dean. Para os mais comedidos, há a versão abreviada, Highlights From Seventy-Two, com 90 minutos em dois CDs ou três LPs.

Os alemães do GROBSCHNITT também lançaram uma belíssima caixa, 79:10, com 17 CDs trazendo todos os 14 álbuns do grupo. A razão do título é que todos os 17 CDs têm 79 minutos e 10 segundos de áudio. Vem com um livro de 92 páginas, em tamanho de LP (12” x 12”). Contém também uma impressão da arte interna do álbum Rockpommel’s Land autografada pelos três integrantes originais ainda vivos.

Já os britânicos do SPOOKY TOOTH colocaram no mercado The Island Years (An Anthology) 1967-1974, oito CDs ou nove LPs, contendo todos os álbuns lançados entre 1968 e 1974, mais o disco Supernatural Fairy Tales, de 1967, do Art, uma espécie de pré-Spooky Tooth. Todos os álbuns vêm com faixas extras totalizando 30 gravações inéditas. A edição em vinil contém um pôster do Art. Já a caixa de CDs vem com um livreto de 48 páginas.

Para encerrar este nosso mini especial, nada melhor do que um box do super trio EMERSON LAKE & PALMER, registrado inteiramente na América do Sul e lançado pelo selo Manticore. Once Upon A Time: Live In South America possui quatro CDs, compilando três apresentações do ELP, duas delas de 1993 (em Santiago e Buenos Aires) e uma de 1997 (no Rio de Janeiro).

A dose de mamute do Yes

Tales From Topographic Oceans, o excesso dos excessos que nem os próprios integrantes do Yes conseguem digerir

por Lucas Lazarotto     22 ago 2014

Tales From Topographic OceansEu adoro rock progressivo. Como todo amante do gênero, passei anos e anos escutando os gigantes (Genesis, Floyd, Yes, ELP) e também os não tão falados mas igualmente gigantes ao meu ver (Crimson, Giant, VdGG, PFM, Can etc.).

Mesmo sendo um grande apreciador do Yes, um álbum que sempre me soou indigesto é Tales From Topographic Oceans, o ápice do exagero sem noção do estilo. Apesar de muitos fãs do grupo levarem a sério essa baboseira, os próprios integrantes assumem que foram longe demais em Tales From Topographic Oceans. Na edição mais recente da publicação britânica Uncut, membros do Yes fizeram as seguintes declarações sobre o álbum:

Alan White: “Passamos seis meses em estúdio. Jon Anderson estava gravando sua voz e disse: ‘Não está soando tão bem como na minha casa. No meu banheiro soa tão bem…’. Então os roadies construíram uma réplica do banheiro de Jon no estúdio, com chuveiro e tudo. E ali ele gravou seus vocais. Jon era mágico ao explicar exatamente o que desejava. Às vezes ele pedia um pouco de poeira dourada num trecho, ou prateada em outro, e o engenheiro de som tinha que decifrar o que ele estava querendo”.

Jon Anderson: “Eu queria gravar aquele disco no campo, numa tenda, com um gerador. Tudo para captar os pássaros, o vento e os sons da Terra. Todos acharam que eu era louco, então eu levei para o estúdio alguns recortes de vacas, ovelhas, árvores e plantas – tudo para fazer com que aquele local não se parecesse com um estúdio”.

Chris Squire: “Gravamos e editamos várias sessões, em dias diferentes, esperando depois juntar tudo e esperar que aquilo fizesse algum sentido. Não vou afirmar que tínhamos uma visão clara do que desejávamos e isso ficou evidente no disco. Se queríamos emular o lado mais pop do Yes, não deveríamos ter criado algo tão longo”.

Com suas quatro faixas, cada uma tomando um lado inteiro do LP duplo original, Tales From Topographic Oceans foi o disco do Yes que pior envelheceu. Situado entre o fulminante Close To The Edge e o furioso Relayer, Tales From Topographic Oceans é uma baleia branca encalhada num banco de areia qualquer de um gigantesco oceano progressivo. Quem conseguir atravessar esses quatro mares, numa nadada só, merece uma medalha… Prateada ou dourada, como os desejos de Jon Anderson.