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Steely Dan: O veredito Burroughs

Donald Fagen e Walter Becker não poderiam ficar mais envergonhados após o sucesso do Steely Dan

por Bento Araujo     03 nov 2014

Steely DanTendo pinçado o nome de sua banda de um vibrador que aparecia nas páginas de Naked Lunch, de William S. Burroughs, Donald Fagen e Walter Becker não poderiam ficar mais envergonhados após o sucesso do Steely Dan. A partir dali, todos os jornalistas do mundo estavam tentando achar conexões entre a literatura de Burroughs e o trabalho musical do conjunto.

Na edição de fevereiro de 1977 do New York Times, o jornalista Arthur Lubow, encostou Burroughs num canto de um quarto de hotel de beira de estrada e tocou para ele um disco do Steely Dan.

Não familiarizado com a música que Fagen e Becker produzia, Burroughs declarou: “Muito chique… Eles são sofisticados, fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Para escrever um bestseller você não pode ter tantas coisas acontecendo de uma só vez. Pegue a cabeça do cavalo, em The Godfather. Aquilo é incrível, mas você não pode ter uma cabeça de cavalo em cada página. Essas pessoas tendem a usar muitas cabeças de cavalos…”.

Walter Becker leu o artigo e ficou decepcionado: “Burroughs foi verborrágico nessa declaração, mas seus comentários devem ter sido breves. Os jornalistas gostam de alargar e esticar as conexões que temos com ele. Naked Lunch é difícil. Num certo momento de sua carreira, Burroughs admitiu não se lembrar de quando escreveu Naked Lunch… Eu não vejo razão pela qual eu deveria então lembrar de ter lido partes dele”.

O Steely Dan está na capa da pZ 56.

Steely Dan e muito mais na nova edição da pZ

Jane, Marshall Tucker Band, Khan, Moto Perpétuo, John Entwistle, Robert Fripp etc.

por Bento Araujo     13 out 2014

pZ 56Steely Dan, Jane, Marshall Tucker Band, Khan, Moto Perpétuo, John Entwistle, Robert Fripp, Lô Borges, John Mayall… A nova edição impressa da poeira Zine (pZ 56) está repleta de nomes da pesada.

Ilustrando a capa temos o Steely Dan, um combo jazz transvestido de banda de rock em seu início, com o máximo de sofisticação que o gênero poderia alcançar. Talvez seja essa uma das definições do projeto musical de Donald Fagen e Walter Becker. Os estúdios de gravação passaram a ser verdadeiros templos, onde Fagen e Becker registravam seus rituais sonoros e repensavam o seu conceito de perfecionismo. Assim, contratavam os melhores músicos de estúdio dos EUA para colocarem em prática a música que ouviam em suas mentes. Com a década de 70 avançando e a auto-indulgência da excêntrica dupla aumentando cada vez mais, chegou um ponto onde míseros seres humanos não mais podiam executar aquelas músicas com a necessária competência. Nesta edição tudo sobre os “perfeitos anti-herois musicais dos anos 70”, como a Rolling Stone categorizou a dupla. Inclui discografia comentada.

Veja mais sobre essa edição da pZ