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John Mayall & Peter Green

A dupla ressurge em gravações históricas. Fitas de cinco apresentações em Londres, 1967, são compiladas em CD

por Ricardo Alpendre     11 jun 2015

Live In 1967 (Never Before Heard Live Performances)John Mayall e seus Bluesbreakers apresentavam-se nos clubes de Londres em 1967, com o blues britânico ainda no auge, período em que Peter Green era o gênio da guitarra da vez. Green deixaria a banda pouco depois, levando consigo Mick Fleetwood e John McVie, para formar seu próprio grupo, o Fleetwood Mac.

Em algumas dessas apresentações, incluindo datas no Marquee Club e no Ram Jam, um fã holandês, Tom Huissen, conseguiu entrar com um gravador de rolo e registrou, da plateia, os sons que vinham do palco.

Mayall, que há alguns anos sabia da existência dessas fitas, adquiriu recentemente as gravações do próprio Huissen, e as submeteu ao tratamento de restauração do engenheiro Eric Corne. O resultado, que acaba de sair pelo selo Forty Below, é o CD Live In 1967 (Never Before Heard Live Performances).

A restauração sonora, segundo Corne, foi capaz de melhorar a qualidade, bastante limitada, mas ainda assim ela fica aquém do padrão profissional, mesmo para álbuns ao vivo da época. No entanto, essa qualidade é suficiente para mostrar o quão eletrizantes eram as performances de Mayall e os Bluesbreakers, algo que, justiça seja feita, já havia sido atestado nas ainda mais precárias gravações lançadas há quase quatro décadas no álbum Primal Solos, documentando as fases de Eric Clapton e Mick Taylor.

Steely Dan e muito mais na nova edição da pZ

Jane, Marshall Tucker Band, Khan, Moto Perpétuo, John Entwistle, Robert Fripp etc.

por Bento Araujo     13 out 2014

pZ 56Steely Dan, Jane, Marshall Tucker Band, Khan, Moto Perpétuo, John Entwistle, Robert Fripp, Lô Borges, John Mayall… A nova edição impressa da poeira Zine (pZ 56) está repleta de nomes da pesada.

Ilustrando a capa temos o Steely Dan, um combo jazz transvestido de banda de rock em seu início, com o máximo de sofisticação que o gênero poderia alcançar. Talvez seja essa uma das definições do projeto musical de Donald Fagen e Walter Becker. Os estúdios de gravação passaram a ser verdadeiros templos, onde Fagen e Becker registravam seus rituais sonoros e repensavam o seu conceito de perfecionismo. Assim, contratavam os melhores músicos de estúdio dos EUA para colocarem em prática a música que ouviam em suas mentes. Com a década de 70 avançando e a auto-indulgência da excêntrica dupla aumentando cada vez mais, chegou um ponto onde míseros seres humanos não mais podiam executar aquelas músicas com a necessária competência. Nesta edição tudo sobre os “perfeitos anti-herois musicais dos anos 70”, como a Rolling Stone categorizou a dupla. Inclui discografia comentada.

Veja mais sobre essa edição da pZ