Arquivo do Autor: Bento Araujo

As Entrevistas do LSD 3

Cerca de 60 entrevistas exclusivas foram realizadas para o projeto.

por Bento Araujo     23 nov 2020

Parte do Lindo Sonho Delirante vol.3 foi criada em meio à pandemia de COVID-19. Durante os meses de distanciamento social foram entrevistados, remotamente, o maior número possível de artistas envolvidos nos discos resenhados. Cerca de 60 entrevistas exclusivas foram realizadas para o projeto, fornecendo assim um outro patamar de compreensão e reflexão sobre o período abordado.

Os artistas abaixo foram entrevistados para o Lindo Sonho Delirante 3:

Abrão Levin
Akira S
Alex Antunes
Andréa Daltro
Andre Borges
Arthur de Faria
Arthur Kampela
Cao Alves
Dirceu Melo
Edson Natale
Edson X
Egisto dal Santo
Fabio Golfetti
Fausto Fawcett
Fernando Figueiredo
Fernando Moura
Flávio Fonseca
Frank Jorge
Gerson Deveras
Giuseppe Lenti
Jarbas Mariz
João de Bruçó
João Parahyba
João Paulo
John Ulhoa
José Augusto Lemos
Julio Pimentel
Kassin
Luanda Alves
Luiza Maria
Marcelo Lobato
Marcelo Marthe
Marcio Bandeira
Marcio Hallack
Marcos Lobato
Marcos Suzano
Maria Rita
Matias Moreno
Maurício Pereira
Miguel Barella
Nelson Coelho
Nenê
Nenung
Paul Hallstein
Paulo Barnabé
Paulo Loureiro
Pena Schmidt
Pedro Sá
Pingo de Fortaleza
Priscila Ermell
R.H. Jackson
Rica Amabis
Ricardo Movits
Rodrigo Barros del Rey
Rodrigo Magalhães
Rosy Greca
Sandra Coutinho
Tetê Espíndola
Thomas Pappon
Titane
Ulisses Rocha
Vitor Ramil

CLIQUE AQUI para saber mais sobre o Lindo Sonho Delirante 3

Lindo Sonho Delirante vol. 3: 100 fearless records from Brazil

In this passionate, meticulous and captivating musical research, you will find a restless, sometimes utopic, but also genuine panorama. Each album, EP or single, is accompanied by a review in Portuguese and English, and faithful reproduction of the original cover art.

por Bento Araujo    

PRICE: $39.00 USD (BOOK) + $10.00 USD (ROW shipping and handling). TOTAL: $49.00 USD

Available December 11th. Pre-orders begin shipping week of December 7th.





The new book

Brazil, 1985. The end of the military regime, Rock in Rio put Brazil on the global map of pop music, Tancredo Neves was elected president, Ayrton Senna won his first F1 Grand Prix, and Bizz magazine was released. While Brazilian rock music gained unprecedented notoriety in the country, musical revolutions didn’t stop happening in the underground. It is here that the third volume of Lindo Sonho Delirante begins.

From the second half of the 1980s onwards, after a period of political liberalization and cultural submission to the First World, Brazilian music started being rediscovered and revalorized by the youth. Preconceived notions started crumbling. Musicians went back to experimenting, mixing influences from abroad with our Brazilian roots. Anthropophagic revolutions started happening again. There was a recapture, a revaluation of forgotten records by Brazilian artists. Musicians, DJs, producers and collectors from around the world started exploring Brazilian music beyond bossa nova.

The goal of Lindo Sonho Delirante vol. 3: 100 fearless records from Brazil (1986-2000) is to show that Brazil produced transgressive musical works, many of which, unfortunately, continue to be neglected by a large audience. The digging of the works contained in this third volume begins in 1986. We set out on a journey that ends in the year 2000.

More than 60 interviews were made for this project so this new book bring many exclusive reports, accounts and recollections from Akira S, Alex Antunes, Andrea Daltro, Edson Natale, Fabio Golfetti, Frank Jorge, Jarbas Mariz, João Parahyba, John Ulhoa, José Augusto Lemos, Kassin, Marcos Suzano, Maria Rita Stumpf, Maurício Pereira, Miguel Barella, Paulo Barnabé, Pena Schmidt, Pedro Sá, Priscila Ermell, R.H. Jackson, Sandra Coutinho, Tetê Espíndola, Thomas Pappon, and Vitor Ramil, among others.

Book Specifications
ISBN 9786500106930
232 pages
21 x 19.5 cm
600 grams
Fully colored
Cover in 300g/m² coated paper, core in 115g/m² coated paper, PUR binding
Texts in Portuguese and English
Priceless information
100 reviews of albums + 100 reproductions of original cover art + Introduction

Each one of the 100 records reviewed in the book appears as above

What is the Lindo Sonho Delirante project?

Lindo Sonho Delirante is a series of books that tell, through reviews of records, the trajectory of the fearless, cutting-edge, experimental and psychedelic music produced in Brazil. The goal of the series is to present an alternative history of Brazilian music and share records beyond the obvious, getting away from the interest of the industry and the algorithms of the digital platforms.

For a long time, what was heard and studied about Brazilian music around the world was the bossa nova and the big names of MPB. From the ‘90s onwards, there was a surge in interest on other scenes, such as Tropicália, Manguebeat, Vanguarda Paulistana, and the psychedelia from Pernambuco, among many others. The main goal of the Lindo Sonho Delirante project is to present these several musical facets of Brazil to the world, since the books are published in Portuguese and English.

The two previous volumes

In 2016, we released, together, the first volume of the series: Lindo Sonho Delirante: 100 psychedelic records from Brazil (1968-1975). In 2018, it was time for the second volume, Lindo Sonho Delirante vol. 2: 100 daring records from Brazil (1976-1985). The results were incredible and these campaigns turned into some of the biggest crowdfundings for musical books in Brazil. More than 1,000 people believed in the project and helped realize the dream of showing the richness of our music to the world. With support from each one of you and the people who purchased the books after the campaigns, we were able to carry on with the project. Today there are more than 5,000 books spread over more than 40 countries. Lindo Sonho Delirante is more than a book series. It is a project that involves lectures, workshops, concerts, trips around the world, record reissues and discussion panels about a very important facet of Brazilian music that is unfortunately not properly celebrated. The project has already promoted book launching events and lectures in England, France, Germany, Switzerland, Denmark, Norway, Sweden and the United States. In Brazil, events and lectures have taken place in Fortaleza, João Pessoa, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo and Recife.

About the author

Bento Araujo is a journalist, researcher and record collector. He started out playing in bands and working in record stores. In 2003, he created poeira Zine, an independent publication that introduced a considerable amount of information on artists from around the world who had never captured the attention of mainstream media. After 13 years of intense activity and 69 issues published, poeira Zine’s impact paved the way for a weekly podcast: poeiraCast. The author has also had his articles, essays and interviews published in the two biggest Brazilian newspapers, O Estado de São Paulo and Folha de São Paulo, as well as in music magazines such as Bizz, Rolling Stone, Rock Brigade and Roadie Crew. As a presenter, he worked with Gastão Moreira and Edgard Piccoli on the Heavy Lero show. As a lecturer, mediator and curator he takes part in many musical events throughout Brazil and South America. As a reporter, he has covered festivals, shows and musical events in the U.S., Europe, and several Latin American countries. In 2016 he released his first book, Lindo Sonho Delirante: 100 psychedelic records from Brazil (1968-1975) , published in Portuguese and English, and sold in more than 40 countries.

Nova identidade visual da Poeira

Poeira vira a identidade primária, que vai se desdobrar por todo o conteúdo de hoje e de amanhã.

por Bento Araujo     05 nov 2019

A poeira Zine, o poeiraCast e a poeira Press são mais que fanzine, podcast e editora, são marcas realizadoras de diversas iniciativas compreendidas dentro do universo do jornalismo musical. É conteúdo produzido com profundidade e significado.

Surgiu então a necessidade de criar uma identidade visual abrangente, um ponto de equilíbrio, algo que se transforma para se enquadrar no assunto, ou no projeto, da vez. Por transcender o “Press” e ser marca conhecida por conta do “Zine”, Poeira vira a identidade primária, que vai se desdobrar por todo o conteúdo de hoje e de amanhã. Para um público bastante diverso, optamos pela simplicidade: Poeira.

Assista ao vídeo da campanha do Lindo Sonho Delirante 3

O financiamento coletivo do livro acontece no Catarse

por Bento Araujo    

Para saber mais sobre a campanha acesse www.catarse.me/lsd3

Está no ar a campanha do Lindo Sonho Delirante 3

Desta vez serão resenhados 100 álbuns lançados entre 1986-2000

por Bento Araujo    

O que é o projeto Lindo Sonho Delirante?

O Lindo Sonho Delirante é uma série de livros que apresenta, através de resenhas de discos, a trajetória da música corajosa, vanguardista, experimental e psicodélica realizada no Brasil. O objetivo da série é compartilhar uma história alternativa da música brasileira, fugindo do óbvio, dos interesses da indústria e dos algoritmos das plataformas digitais.

Por muito tempo, o que se ouvia e se estudava de música brasileira ao redor do mundo era a Bossa Nova e os medalhões da MPB. Dos anos 90 em diante passou a existir o interesse por outros cenários, como Tropicália, Manguebeat, Vanguarda Paulistana e a psicodelia pernambucana, entre muitos outros. O projeto Lindo Sonho Delirante tem como meta principal apresentar essas diversas facetas sonoras do Brasil para o mundo, já que os livros são publicados em português e em inglês.

Estamos de volta para desta vez viabilizar o terceiro volume da série: Lindo Sonho Delirante vol. 3: 100 discos corajosos do Brasil (1986-2000). Para saber mais sobre a campanha basta acessar https://www.catarse.me/lsd3

O novo livro

Brasil, 1985. Fim da ditadura militar, o Rock in Rio colocava o Brasil no mapa da música pop, Tancredo Neves era eleito presidente, Ayrton Senna vencia o seu primeiro Grande Prêmio de F1 e a revista Bizz era lançada. Enquanto o rock brasileiro ganhava uma projeção jamais imaginada, revoluções musicais não paravam de acontecer no underground. É aqui que começa o terceiro volume do Lindo Sonho Delirante.

Da segunda metade da década de 80 em diante, depois de um período de abertura política e de submissão cultural ao Primeiro Mundo, a música brasileira começou a ser redescoberta e revalorizada pelos jovens. Teve início um processo de queda de preconceitos. Músicos voltaram a experimentar, misturando as influências do exterior com as nossas raízes. Revoluções antropofágicas voltavam a acontecer. Houve uma retomada, uma revalorização dos discos esquecidos de artistas brasileiros. Músicos, DJs, produtores e colecionadores de discos de todo o planeta passaram a pesquisar a música brasileira além da Bossa Nova.

O objetivo do livro Lindo Sonho Delirante vol. 3: 100 discos corajosos do Brasil (1986-2000) é mostrar que o Brasil produziu trabalhos musicais transgressores, muitos deles que, infelizmente, continuam negligenciados pelo grande público. A garimpagem das obras contidas neste terceiro volume começa em 1986. Partimos rumo a uma jornada que termina no ano 2000.

De pioneiros e pioneiras como Chico Science, Júpiter Maçã, Priscilla Ermel, Suba, Andréa Daltro, Lula Côrtes, Marlui Miranda e Tetê Espíndola até heróis e heroínas não tão celebrados como Dércio Marques, Carlinhos Hartlieb, Narcisa, Eugênio Leandro e Andrea Marquee. Da psicodelia do Violeta de Outono, Mopho e Os The Darma Lovers, até a música vanguardista de Patife Band, Black Future, Jaguaribe Carne e Os Mulheres Negras. Todos estão juntos nesse terceiro volume do Lindo Sonho Delirante.

Meu nome é Bento Araujo, e como idealizador do projeto, eu convido você a viver essa experiência e a embarcar nessa jornada comigo. Para fazer parte dessa celebração basta escolher a sua recompensa ao lado e apoiar o projeto. Veja abaixo as vantagens de participar da campanha. Vamos manter viva a história da música corajosa do Brasil e mostrá-la ao mundo!

Como será o terceiro volume do Lindo Sonho Delirante?

O livro será ricamente ilustrado, com reproduções das capas de todos os 100 discos apresentados. Cada disco é acompanhado de uma resenha em português e inglês, minuciosa reprodução da arte gráfica original, um cabeçalho contendo o nome do grupo/artista, nome do disco/compacto, seu respectivo selo fonográfico, número de série da prensagem original e ano de lançamento. Além das 100 resenhas o livro irá conter uma introdução.

Livreto bônus exclusivo, limitado e numerado, apenas 200 cópias!

Será produzido também um livreto bônus exclusivo para a campanha, limitado e numerado, com 15 resenhas de discos que não estarão no livro.

Este livreto terá tiragem limitada de apenas 200 cópias e estará disponível somente durante o período da campanha, ou seja, o livreto NÃO será vendido separadamente após o encerramento da campanha. A única maneira de adquiri-lo é escolhendo a recompensa ao lado, obviamente a opção que inclui o livreto bônus como recompensa.

ENGLISH VERSION

Lindo Sonho Delirante vol. 3

Let’s immortalize in print the history of the fearless music from Brazil and show it to the world!

What is the Lindo Sonho Delirante project?

Lindo Sonho Delirante is a series of books that tell, through reviews of records, the trajectory of the fearless, cutting-edge, experimental and psychedelic music produced in Brazil. The goal of the series is to present an alternative history of Brazilian music and share records beyond the obvious, getting away from the interest of the industry and the algorithms of the digital platforms.

For a long time, what was heard and studied about Brazilian music around the world was the bossa nova and the big names of MPB. From the ‘90s onwards, there was a surge in interest on other scenes, such as Tropicália, Manguebeat, Vanguarda Paulistana, and the psychedelia from Pernambuco, among many others. The main goal of the Lindo Sonho Delirante project is to present these several musical facets of Brazil to the world, since the books are published in Portuguese and English.

We are back now to enable the third volume of the series: Lindo Sonho Delirante vol. 3: 100 fearless records from Brazil (1986-2000).

The new book

Brazil, 1985. The end of the military regime, Rock in Rio put Brazil on the global map of pop music, Tancredo Neves was elected president, Ayrton Senna won his first F1 Grand Prix, and Bizz magazine was released. While Brazilian rock music gained unprecedented notoriety in the country, musical revolutions didn’t stop happening in the underground. It is here that the third volume of Lindo Sonho Delirante begins.

From the second half of the 1980s onwards, after a period of political liberalization and cultural submission to the First World, Brazilian music started being rediscovered and revalorized by the youth. Preconceived notions started crumbling. Musicians went back to experimenting, mixing influences from abroad with our Brazilian roots. Anthropophagic revolutions started happening again. There was a recapture, a revaluation of forgotten records by Brazilian artists. Musicians, DJs, producers and collectors from around the world started exploring Brazilian music beyond bossa nova.

The goal of Lindo Sonho Delirante vol. 3: 100 fearless records from Brazil (1986-2000) is to show that Brazil produced transgressive musical works, many of which, unfortunately, continue to be neglected by a large audience. The digging of the works contained in this third volume begins in 1986. We set out on a journey that ends in the year 2000.

From pioneers such as Chico Science, Júpiter Maçã, Priscilla Ermel, Suba, Andréa Daltro, Lula Côrtes, Marlui Miranda, and Tetê Espíndola, to unappreciated heroes such as Dércio Marques, Carlinhos Hartlieb, Narcisa, Eugênio Leandro, and Andrea Marquee. From the psychedelia of Violeta de Outono, Mopho, and Os The Darma Lovers, to the avant-garde music of Patife Band, Black Future, Jaguaribe Carne, and Os Mulheres Negras. They are all gathered in this third volume of Lindo Sonho Delirante.

My name is Bento Araujo, and as creator of this project, I invite you to live this experience with me, to set out on this journey with me. To be a part of this celebration just choose your reward on the right to support the project. Check out below the advantages of participating in the campaign. Let’s keep the history of the fearless music from Brazil alive and show it to the world!

Exclusive bonus booklet, limited and numbered, only 200 copies!

A limited and numbered bonus booklet will also be produced, exclusively for the campaign, featuring 15 extra reviews of records that will not be in the book.

Only 200 copies of the booklet will be printed, and it will only be available during the period of the campaign, that is, the booklet will NOT be sold separately after the campaign is over. The only way to acquire it is by choosing the reward on the right, obviously, the one that includes the bonus booklet as a reward.

Lançamento do Lindo Sonho Delirante vol.2 em São Paulo

O lançamento acontecerá no Instituto Musical IMKS, Unidade Jardins, em São Paulo/SP.

por Bento Araujo     05 out 2018

Lançamento do livro Lindo Sonho Delirante vol.2: 100 discos audaciosos do Brasil (1976-1985) no Instituto Musical IMKS – Unidade Jardins, em São Paulo. Teremos tarde de autógrafos, bate-papo sobre o livro e muito mais!

Dia 17 de novembro de 2018, a partir das 14 horas, no Instituto Musical IMKS Jardins (Av. Brigadeiro Luis Antonio, 3814 – Jardins, São Paulo/SP) Fones: (11)3051-6797 / (11) 98211-7067
Mais informações no www.imks.com.br

Esta é a página do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/536916353427349/

Lindo Sonho Delirante Book Launch Tour: Europe ’18

poeira Zine and Epic Vinyls from Brazil presents: Lindo Sonho Delirante Book Launch Tour

por Bento Araujo     03 out 2018

Aqui estão as datas da tour de lançamento do Lindo Sonho Delirante pela Europa. Irão rolar palestras, tarde de autógrafos, DJ sets e muito bate-papo sobre a música psicodélica e audaciosa brasileira. Bento Araujo estará acompanhado de Rasmus Schack/Epic Vinyls from Brazil, que irá cuidar da trilha sonora em vinil. Nas datas londrinas, um convidado super especial: Fabricio D.Vyzor.

No Brasil o lançamento acontece na segunda quinzena de novembro. Datas em breve.

Quem participou da campanha de financiamento irá receber o livro a partir do final deste mês. Muito obrigado a todos vocês que estão fazendo o Lindo Sonho Delirante ser uma realidade!

poeira Zine and Epic Vinyls from Brazil presents: Lindo Sonho Delirante Book Launch Tour Europe ’18.

Radio programmes, parties, book launches and a series of lectures and Q&A sessions with DJ sets. Bento Araujo and Rasmus Schack are coming to a city near you. UK support by the one and only DJ Fabricio D.Vyzor. Open dates still available. Reach us out if you are interested!

LSD: Suely e Os Kantikus

A distorção de Lanny Gordin era tão selvagem que seria impossível conquistar o grande público.

por Bento Araujo     25 out 2016

suelykSuely Chagas conheceu Rita Lee em 1962, quando iam para a escola no mesmo bonde. Apaixonadas por esportes e música, fundaram um grupo vocal: The Teenage Singers. Logo tornaram-se fãs dos Beatles e conheceram os garotos da banda Wooden Faces, Arnaldo Baptista e Raphael Villardi, entre eles. Depois de apresentações em comum em bailinhos e festinhas, as duas bandas se juntaram para se tornar o Six Sided Rockers, já com Sérgio Dias na guitarra.

Suely nessa época era o destaque do grupo, tanto que foi escolhida por Tony Campello para ser a sucessora de sua irmã, Celly Campelo, que casou e abandonou a carreira musical. Mas tudo foi por água abaixo quando Suely ganhou uma bolsa para estudar nos EUA. Quando voltou, o Six Sided Rockers havia se transformado em O’Seis, que depois virou Os Mutantes. Sobrou então para Suely montar um novo grupo com Raphael Villardi, qua também havia perdido a boca nos Mutantes. Assim nasceu Suely e Os Kantikus, que contava com um jovem e talentoso guitarrista chamado Lanny Gordin.

O grupo gravou este único compacto pela Philips. A tropicalista “Que Bacana” tinha a cara dos festivais, mas a distorção de Lanny era tão selvagem que seria impossível a canção conquistar o grande público. O mesmo pode-se dizer de “Esperanto”, que soava ainda mais psicodélica. Depois do compacto, Suely entrou na faculdade, virou dentista e nunca mais gravou.

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Suely Chagas met Rita Lee in 1962, when they both used to go to school on the same tram, in the Vila Mariana neighbourhood, in São Paulo. Passionate about sports and music, the girls founded a vocal group: The Teenage Singers. They soon became Beatles fans and met the boys from the band Wooden Faces, Arnaldo Baptista and Raphael Villardi among them. After playing gigs in schools and parties, both bands came together to become the Six Sided Rockers, with the addition of Sérgio Dias on guitar.

Suely was the group’s standout performer. She was even chosen by pioneering Brazilian rock singer Tony Campello to be his sister’s successor, since Celly Campello had left the music business to get married. But all went wrong when Suely won a scholarship in the US.
When she returned, the Six Sided Rockers had become O’Seis, which later became Os Mutantes. Then Suely put together a new group with Raphael Villardi, who also had missed out on the Mutantes gig. Thus was born Suely e Os Kantikus, which featured a talented young star on guitar: Lanny Gordin.

The group recorded their only single on Philips. The Tropicália-infused “Que Bacana” had all it took to win the TV music festivals, but Lanny’s fuzz was so wild that it would be impossible to win over the general public. The same could be said of “Esperanto”, which sounds even more psychedelic.

After the single, Suely went into university, became a dentist, and never recorded another song again.

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Lindo Sonho Delirante (B)

Lindo Sonho Delirante: 100 psychedelic records from Brazil (1968-1975)

A celebration of the inventive and mind-expanding music produced in Brazil. The book aims to show the world that Brazil also had many intriguing psychedelic rock artists and records.

por Bento Araujo     29 set 2016

Lindo Sonho Delirante (B)

PRICE: $39.00 USD (BOOK) + $19.00 USD (ROW shipping and handling). TOTAL: $58.00 USD



 

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Lindo Sonho Delirante: 100 psychedelic records from Brazil (1968-1975) is fully illustrated with cover art reproductions of all the 100 records presented. Each album and single entry is accompanied by a review in Portuguese and English, meticulous reproduction of the original sleeve artwork, a headline containing the group/artist name, album/single title, it’s respective record label, release date and original pressing serial number.

Considering the manifesto-album Tropicalia ou Panis et Circencis as a sort of ground zero of Brazilian psychedelic music, our digging begins in 1968. From Tropicalia ou Panis et Circencis we set off on a journey of eight years, ending at what is maybe the rarest and most mythological Brazilian psychedelic album of all, 1975’s Paêbirú: Caminho da Montanha do Sol, by Lula Côrtes and Zé Ramalho.

From pioneers such as Arnaldo Baptista, Rogério Duprat, Tom Zé, Fábio and Ronnie Von, to pop stars like Rita Lee, Milton Nascimento, Secos & Molhados and Novos Baianos. From giants like Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Jorge Ben and Os Mutantes to unsung heroes and heroines like Damião Experiença, Lula Côrtes, Sidney Miller, Suely e Os Kantikus, Marconi Notaro, Guilherme Lamounier, Walter Franco and Loyce e Os Gnomos. From the wild rock of A Bolha, Equipe Mercado, Ave Sangria, Casa das Máquinas, Spectrum and Paulo Bagunça e a Tropa Maldita, to the sophistication of Marcos Valle, João Donato, Egberto Gismonti, Luiz Carlos Vinhas, Pedro Santos and Arthur Verocai. All of them are gathered in Lindo Sonho Delirante. The superstars, the mavericks and the forgotten.

In addition to the one hundred (100) reviews, the book also contains an introduction in which the author analyzes how these musicians mixed the Anglo-Saxon pop music of the 1960s with their own Brazilian roots, taking cues from the Anthropophagics of 1922’s Modern Art Week, as well as local cultural icons such as Chacrinha and Grande Otelo.

The depth of the research and the artistic beauty of the album covers should attract both longtime collectors and those who are now entering the world of record collecting.

Book Specifications
232 pages
21 x 19.5 cm
Fully colored
Cover in 300g/m² coated paper, core in 115g/m² coated paper, hotmelt binding
Texts in Portuguese and English
Priceless information
100 reviews of albums + 100 reproductions of original cover art + Introduction

Praise for Lindo Sonho Delirante: 100 psychedelic records from Brazil (1968-1975):

“Penned by the editor of the country’s leading vinyl collectables magazine, this new book shines a light on 100 records that tell the story of Brazilian psych’s tumultuous first eight years. Beyond these little-known stories, perhaps the most important function of the book is as the gateway to the music itself; a listen to almost any of the iridescent singles, EPs and albums covered reveal them to be more than worthy of Araujo’s evangelism.”
Record Collector

“The cover shots of the 100 records chosen to represent this radical strain of self-expression would be worth the price of entrance alone. Add to that the detailed descriptions, the introductory essays and the general care for quality that’s gone into this labour of love and you have an utterly essential purchase. A lavish, jaw-droppingly beautiful book.”
Shindig!

“A lovely project cataloguing the artwork and history behind 100 classic and super rare Brazilian psych records from the country’s recording golden age. Expect to find Tropicalia favourites from Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa and more alongside recently reissued rarities from Lula Cortes, Hareton + Meta and Pedro Santos – all accompanied by bi-lingual Portuguese/English commentaries and 7″-sized full-colour reproductions.”
Vinyl Factory (LSD chosen as one of the 10 best music books of 2017)

“The book proceeds chronologically, with detailed entries on records (in Portuguese and English) describing everything from pop heroes to tropicalia pioneers to wild takes on progressive rock, and the cultural and political climate that produced them.”
Wire

“Printed in both Portuguese and English, this is the perfect gift for the well-travelled psych fan whose knowledge of the Tropicalia movement and beyond starts and stops with Os Mutantes, Brazil’s answer to late-period Beatles. It’s fascinating stuff.”
Classic Rock

“Araujo’s writing is clear and incisive, relating biographical information, historical context, cultural significance, and a brief description of the musical highlights of each record. ‘Brazil is a psychedelic country by nature,’ asserts the author. The 100 records covered in this book bear out that assertion in 100 different ways. An entire world is opened up for you in its pages. Go explore it.”
Ugly Things

Bento Araujo

Bento Araujo is a journalist, researcher and record collector. He started out playing in bands and working in record stores. In 2003, he created poeira Zine, an independent publication that introduced a considerable amount of information on artists from around the world who had never captured the attention of mainstream media. After 13 years of intense activity and 69 issues published, poeira Zine’s impact paved the way for a weekly podcast: poeiraCast. The author has also had his articles, essays and interviews published in the two biggest Brazilian newspapers, O Estado de São Paulo and Folha de São Paulo, as well as in music magazines such as Bizz, Rolling Stone, Rock Brigade and Roadie Crew. As a presenter, he worked with Gastão Moreira and Edgard Piccoli on the Heavy Lero show. As a lecturer, mediator and curator he takes part in many musical events throughout Brazil and South America. As a reporter, he has covered festivals, shows and musical events in the U.S., Europe, and several Latin American countries.

Lindo Sonho Delirante: Liverpool

Por Favor, Sucesso, dos gaúchos do Liverpool, estará presente no livro Lindo Sonho Delirante: 100 discos psicodélicos do Brasil (1968-1975)

por Bento Araujo     21 jul 2016

liverpoolA banda de rock mais importante do sul do Brasil surgiu na Vila do IAPI, bairro distante do centro de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Influenciado pelos Beatles e pela Tropicália, os irmãos Marcos e Mimi Lessa se uniram ao lendário vocalista Foguete (ou Fughetti Luz) e aos amigos Pecos Pássaro e Edinho Espíndola, para fundar o Liverpool, em 1967.

Por Favor, Sucesso, o impecável disco de estreia do conjunto, continha composições da banda, temas de Carlinhos Hartlieb e da dupla Hermes Aquino e Laís Marques. Por Favor, Sucesso estará presente no livro Lindo Sonho Delirante: 100 discos psicodélicos do Brasil (1968-1975).
Você pode participar do financiamento coletivo do livro e ajudar a gente contar a incrível história desse disco. Basta acessar www.catarse.me/lsd

 

 

Lindo Sonho Delirante: Bango

O disco homônimo do Bango estará presente no livro Lindo Sonho Delirante: 100 discos psicodélicos do Brasil (1968-1975)

por Bento Araujo     18 jul 2016

Bango

As origens do Bango estão em Os Canibais, grupo carioca de Jovem Guarda que lançou alguns compactos e um LP completo, em 1968, com versões de músicas dos Turtles, Outsiders etc.

Quando entraram em estúdio para registrar seu segundo disco, perceberam que o mundo do rock havia mudado após o festival de Woodstock, a ópera-rock Tommy e as mortes de Hendrix e Janis. Assim mudaram não só o nome do grupo para Bango como todo o conceito artístico do conjunto.

O resultado foi este álbum de 1970, com capa psicodélica e sonoridade monstruosa para o Brasil da época, fundindo hard rock, psicodelia e garra juvenil.

Este disco do Bango estará presente no livro Lindo Sonho Delirante: 100 discos psicodélicos do Brasil (1968-1975).

A campanha de financiamento coletivo do livro está em andamento no www.catarse.me/lsd

Lindo Sonho Delirante (B)

Nova fase da poeira Zine

Iremos interromper a nossa produção de edições impressas bimestrais, mas é importante ressaltar que isso não significa o fim da pZ

por Bento Araujo     07 abr 2016

Bento pZA poeira Zine está começando uma nova fase.

Chegamos ao fim de um ciclo, mas também ao começo de outro, muito mais promissor.

Depois de 13 anos e 69 edições lançadas, iremos interromper a nossa produção de edições impressas bimestrais. Mas é importante ressaltar que, de forma alguma, isso significa o fim da pZ. O mercado editorial está passando por reformulações e nós também, mas vamos voltar em breve, com muitas novidades.

Nosso desejo é preparar edições especiais, livros, e outras surpresas, sem periodicidade específica. Isso sempre dentro da nossa principal premissa: de ir o mais a fundo possível nas pautas, resgatar e investigar nomes esquecidos do passado, apresentar bandas novas surpreendentes e lutar arduamente contra a superficialidade, a mesmice e o jogo de interesses que atualmente imperam em boa parte do jornalismo musical brasileiro.

Aproveito para agradecer imensamente a todos vocês que acompanharam a jornada até aqui e que, de uma forma ou outra, se identificaram com a proposta editorial da nossa querida poeira Zine.

Grande abraço,
Bento Araujo

Steve Marriott na Tela

Crowdfunding viabiliza tocante homenagem ao vocalista do Small Faces e Humble Pie

por Bento Araujo     01 abr 2016

Steve MarriottJulho de 1985. Enquanto o Live Aid acontece simultaneamente nos EUA e na Inglaterra, mobilizando a atenção de milhares de pessoas mundo afora e até mesmo reunindo bandas que não mais existiam (Led Zeppelin etc.), Steve Marriott se encontra tomando todas num pub. O ex-vocalista e guitarrista do Small Faces e do Humble Pie aguarda a chegada de sua banda de apoio, para se apresentar diante de meia dúzia de bêbados. Amargurado, frustrado e embriagado, Marriott encontra um jovem Mod, que acaba restaurando a sua fé.

A sinopse promete e Midnight Of My Life: A short film about Steve Marriott anda levando os fãs de Marriott às lágrimas pela Europa, onde foi exibido em diversos festivais.

Midnight Of My Life acabou de ser lançado em formato download e foi concretizado graças a um crowdfunding entre os fãs do cantor. A direção é de Phil Davis (Chalky, no filme Quadrophenia), o papel de Marriott foi encenado pelo astro Martin Freeman (The Office, Sherlock, The Hobbit etc.), o roteiro é de Nina Gerstenberger e a trilha ficou a cargo de Andy Bell (Oasis, Beady Eye) – todos ardorosos fãs do vocalista, morto em 1991.

Freeman comentou recentemente sobre o seu papel: “Marriott vem sendo uma grande figura na minha vida, desde a adolescência. Ele é simplesmente um dos meus artistas favoritos. Eu sempre desejei interpretar Steve e algumas pessoas também me sugeriram isso…”.

Como diz o release, Midnight Of My Life: A short film about Steve Marriott é um pungente estudo sobre talento, envelhecimento e o que realmente significa “sucesso”.
Para comprar o download do filme, você pode pagar o quanto desejar.

Faça o download no midnightofmylife.vhx.tv

The Flying Eyes ao vivo: Promoção pZ e Abraxas

Leitor da pZ tem desconto nas apresentações do grupo em São Paulo e Rio de Janeiro

por Bento Araujo     16 mar 2016

Leitor da poeira Zine tem desconto na apresentação do FLYING EYES em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A banda norte-americana se apresenta nessa próxima quinta-feira (17/3) em São Paulo, e no dia 27/3 no Rio de Janeiro, e a produtora Abraxas junto da pZ bolaram uma promoção super especial para quem deseja ir ao show.

Basta enviar seu nome completo, RG e local do show que deseja comparecer (SP ou RJ) para o e-mail contato@poeirazine.com.br. Você entrará na lista da poeira Zine e irá pagar somente R$20,00 para conferir o show em SP e R$30,00 para conferir o show no RJ.

Veja mais sobre o show de SP clicando AQUI e sobre o show do RJ clicando AQUI

FE

Cronica e Iluminaciones

Diversos livros revisitam a história do rock argentino

por Bento Araujo     23 fev 2016

peloEnquanto no Brasil a produção de livros dedicados a investigar o rock nacional ainda é tímida, na Argentina o mercado parece mais aquecido do que nunca, com dezenas de títulos sendo lançados a cada ano. Os mais recentes lançamentos abordam bandas, artistas, ou mesmo gêneros específicos.

Luis Alberto Spinetta, por exemplo, é protagonista em duas obras: Cronica e Iluminaciones e Una Vida Hermosa. O primeiro é uma reedição, ampliada e revisada, do original de 1988, onde Spinetta conta sua trajetória de forma cronológica ao escritor e jornalista Eduardo Berti. O segundo é uma leitura existencial e poética do artista pela visão de Miguel Grinberg, que entrevistou El Flaco diversas vezes. O mesmo Grinberg acabou de lançar Un mar de metales hirvientes: Crónicas de la

Resistencia Musical en Tiempos Totalitarios (1975-1980), onde apresenta um dos períodos dourados do rock argentino sob a repressão da sangrenta ditadura portenha.
Silencio Marginal: Memorias del Rock Argentino, de Eduardo Casali, Lautaro Castro e Maximiliano Ceci vai na mesma onda, analisando o surgimento da cultura rock pela Argentina. Já El Bohemio Va – Código Nebbia, é mais um volume da série da Ediciones Disconario dedicada aos grandes nomes da música local. Desta vez o abordado é o grande e influente Litto Nebbia, fundador do Los Gatos e pilar do rock local.

La Biblia Del Rock – Historias de la Revista Pelo é um dos mais interessantes lançamentos, pois contém histórias, crônicas, fotos e ensaios da maior publicação musical da Argentina, que inclusive era consumida também no Brasil e outros países da América do Sul. O criador e editor Daniel Ripoll escreve o prólogo e dá as cartas, celebrando a Pelo, que relatava com fervor tanto a cena local como a internacional.

NWOBHM Revisited

Martin Popoff encerra a sua trilogia de livros sobre a frutífera cena do metal britânico

por Bento Araujo     22 fev 2016

NWOBHM PopoffThis Means War: The Sunset Years of the NWOBHM é o nome do novo livro do autor canadense e colaborador da pZ, Martin Popoff, que anteriormente já havia lançado dois volumes sobre a NWOBHM: Wheels of Steel: The Explosive Early Years of the NWOBHM e Smokin’ Valves: A Headbanger’s Guide to 900 NWOBHM Records.

Neste novo volume, Popoff analisa o auge popular da cena pelo mundo, em 1981 e 1982, assim como os diversos fatores que sedimentaram o fim da NWOBHM por volta de 1984. Os capítulos são cronológicos e contam com depoimentos de muitos dos músicos envolvidos.

Aquele universo habitado por Saxon, Iron Maiden, Def Leppard, Diamond Head, Witchfinder General, Tygers Of Pan Tang, Samson, Venom e muitas outras bandas, foi extremamente influente no thrash metal dos anos 80, graças a sua característica de unir o hard pesado dos anos 70 com a atitude do punk rock.

Para mais informações acesse martinpopoff.com.

Wake Up You!

O rock nigeriano dos anos 70 revisitado em discos e livros

por Bento Araujo     03 fev 2016

Wake_You_Up-The_Rise-_Fall_of_Nigerian_Rock-1972-197-cd-bookO primeiro mundo vivia os prazeres do Verão do Amor e do flower power em 1967, com muita música, drogas e liberdade. Mas em países como a Nigéria, a violência corria solta graças a uma sangrenta guerra civil. Após o final do conflito, em 1970, o rock passou a se propagar pelo país, trazendo um pouco do ideal hippie importado e revelando ícones locais como Fela Kuti.

Wake Up You! The Rise And Fall Of Nigerian Rock, 1972-1977 (Now-Again) finalmente passa a limpo essa incrível e emocionante história, até hoje guardada apenas por aqueles que viveram tudo aquilo.

São dois volumes, com mais de cem páginas cada, trazendo muitas fotos e histórias inéditas, cortesia do respeitado pesquisador e musicólogo Uchenna Ikonne. Cada volume vem também acompanhado de um disco (em LP ou CD), com pérolas do período cunhadas por músicos e artistas entusiastas do rock psicodélico e do funk. O resultado é ao mesmo tempo vibrante e comovente.

Para mais informações acesse nowagainrecords.com.

Promoção Radio Moscow em São Paulo

Leitor da pZ tem desconto na apresentação do grupo na próxima sexta-feira

por Bento Araujo     18 jan 2016

Leitor da poeira Zine tem desconto na apresentação do RADIO MOSCOW em São Paulo.

A banda norte-americana se apresenta nessa próxima sexta-feira (22/1) em São Paulo e a produtora Abraxas junto da pZ bolaram uma promoção super especial para quem deseja ir ao show, que acontece no Inferno Club (Rua Augusta 501).

Basta enviar seu nome completo e RG para o e-mail contato@poeirazine.com.br. Você entrará na lista da poeira Zine e irá pagar somente R$60,00 para conferir esse grande show. (O preço cheio é R$120,00).

Corra porque essa promoção é válida somente até quinta-feira, dia 21/1.

radio-moscow-2016-SP

Promoção Jeremy Irons & The Ratgang Malibus em SP

Leitor da pZ tem desconto e paga somente $20 para assistir ao show em SP

por Bento Araujo     03 dez 2015

Leitor da poeira Zine tem desconto na apresentação de Jeremy Irons & The Ratgang Malibus em São Paulo.

O quarteto sueco se apresenta neste próximo sábado (5/12) em são Paulo e a produtora Abraxas junto da pZ bolaram uma promoção super especial para quem deseja ir ao show, que acontece no Superloft (Rua Cardeal Arcoverde 2926).

Basta enviar seu nome completo e RG para o e-mail contato@poeirazine.com.br. Você entrará na lista da poeira Zine e irá pagar somente R$20,00 para conferir esse grande show.

Corra porque essa promoção é válida somente até sexta-feira, dia 4/12.

JIRM POSTER SP

Jeremy Irons & The Ratgang Malibus no Brasil

Serão seis apresentações no Brasil, em turnê organizada pela produtora Abraxas

por Bento Araujo     26 nov 2015

O quarteto de nome curioso, originário da capital sueca Estocolmo, é uma das principais revelações da safra de bandas que hoje chamamos de rock retrô. Porém, classificar é limitar, e reduzir a rica produção musical de Jeremy Irons & The Ratgang Malibus à singela expressão ‘rock retrô’ seria uma grande injustiça a este grupo que caminha pelos mais variados elementos do rock and roll, psicodelia e progressividade.

Com três discos de estúdio, dois deles lançados pelo selo americano Small Stone, a banda possui sonoridade altamente conceitual, que pode ser conferida no álbum ‘Spirit Knife’, seu mais recente trabalho.

Jeremy Irons & The Ratgang Malibus deixa pela primeira vez a Europa para desbravar um continente totalmente desconhecido, em turnê organizada pela produtora Abraxas.

Para saber mais acesse https://www.facebook.com/abraxasevents/

Jeremy Irons

O Mundo Perfeito de Billy Gibbons

Perfectamundo é o primeiro disco solo do guitarrista do ZZ Top

por Bento Araujo     27 out 2015

Billy-Gibbons-PerfectamundoO mundo de Billy Gibbons, um dos guitarristas mais influentes do rock norte-americano, sempre foi permeado de carros possantes, mulheres gostosas, alto volume, sacanagem, cerveja gelada e sotaque latino. Tudo isso está em Perfectamundo, seu primeiro disco solo com lançamento previsto para breve.

“Eu aprendi a tocar maracas, timbales, clavas, bongos etc. E tendo vivido no México por alguns anos me fez aprender o suficiente de espanhol para me trazer problemas. Pode parecer uma guinada obtusa, inesperada e bizarra fora do ZZ Top. Mas há algo no meu disco”, relatou o guitarrista para a Classic Rock.

“Treat Her Right” é o nome do primeiro single e do primeiro vídeo de Perfectamundo. Traz o estilo peculiar do guitarrista de mesclar blues com música cubana e mexicana e com a mais alta tecnologia musical disponível.

Ivinho ao vivo

Ivinho ao Vivo em Montreux pode agora ser ouvido integralmente na discografia do Acervo Digital do Violão Brasileiro

por Bento Araujo     21 out 2015

ivinhoO disco Ivinho ao Vivo em Montreux, lançado em 1978 pela WEA e nunca relançado em CD, pode agora ser ouvido integralmente na discografia do Acervo Digital do Violão Brasileiro, incluindo scans da ficha técnica, selos e contracapa.

O violonista e guitarrista pernambucano foi o primeiro brasileiro a ser apresentar no festival de Montreux. Morto recentemente, ele também integrou o Ave Sangria e fez parte da banda de Alceu Valença nos anos 1970.

Para escutar o disco basta acessar o www.violaobrasileiro.com/blog/visualizar/Ivinho

Raridade de uma galáxia distante

Único trabalho do grupo The Galaxies ganha reedição caprichada em vinil

por Bento Araujo     14 out 2015

The-GalaxiesLançado originalmente pelo selo Som Maior, enquanto a psicodelia brasileira ainda dava seus primeiros passos, o único disco raríssimo dos Galaxies inovou em muitos sentidos. Primeiramente pela qualidade da gravação, mas também pelos arranjos vocais e pela escolha do repertório apresentado.

Os Galaxies eram formados pelo inglês David Charles Odams (guitarra e vocal), pela sua esposa americana Jocelyn Ann Odams (maracas e vocal) e pelos brasileiros Alcindo Maciel (baixo e vocal) e Zeca de Aquino (guitarra e bateria). Com dois integrantes habituados à língua inglesa, não existia sotaque na música do grupo – quem escutou o disco em 1968 pensava que o conjunto era mesmo inglês, ou norte-americano.

As vocalizações, influenciadas pelo sunshine pop do período, soaram como um passo adiante dentro do rock brasileiro. Adicione o fato de que a banda ainda apresentou o Love, de Arthur Lee, aos jovens brasileiros, regravando duas de suas canções: “Orange Skies” e “Que Vida”. Além de outras covers para Donovan, Unit 4 + 2, Keith, Willie Dixon/The Yardbirds, The Galaxies também trazia composições autorais, como “Hey!!!”, “Linda Lee” e “Slow Down Baby”. Outro diferencial do álbum eram as guitarras, bem executadas e gravadas pela dupla de guitarristas citada acima e também por Carlos Eduardo Aun, o Tuca, que havia passado pelos Os Lunáticos e naquela altura tocava nos Baobás. Tuca também toca no disco, mas não foi creditado.

Essa reedição oficial e limitada de 500 unidades dos selos Record Collector Brasil e 180 Selo Fonográfico traz duas faixas bônus (“Hey!!!” e “Happy Together”) inéditas e exclusivas, ambas extraídas de um acetato que permaneceu intocado por 45 anos. O LP, prensado no leste europeu em vinil de 180 gramas e com tecnologia DMM, ainda traz um encarte caprichado com fotos raras e a história da banda, tudo com declarações e a supervisão de Zeca de Aquino, baterista dos Galaxies.

Vale lembrar também que esta reedição está infinitamente superior àquela realizada em 2002 pelo selo italiano Misty Lane Records, em vinil de 10 polegadas, com oito faixas apenas ao invés das 12 canções do elepê original.

Os selos Record Collector Brasil e 180 Selo Fonográfico também já anunciaram os seus próximos projetos, lançamentos e relançamentos de álbuns de Raul Seixas, Leno e Los Shakers.

Para saber mais acesse recordcollector.com.br e selo180.com.

40 anos de Banana

Histórico festival Banana Progressyva é relembrado com reedição do selo Psico BR

por Bento Araujo     02 out 2015

Banana ProgressyvaO selo Psico BR teve uma ótima ideia, reeditar o cartaz do festival Banana Progressyva, que aconteceu em 1975, no teatro da Faculdade Getúlio Vargas, em São Paulo (ver pZ #8).

No cartaz, além da mascote oficial do evento – uma banana literalmente psicodélica – os nomes das principais bandas e artistas do período que se reuniram naquela ocasião: Som Nosso de Cada Dia, Veludo, Bandolim, Quarto Crescente, Vímana, Burmah, Montanhas, Édson Machado & A Rapaziada, Biscoito Celeste, Erasmo Carlos & Cia Paulista de Rock, Terreno Baldio, Hermeto Paschoal, A Bolha, Manito, A Barca Do Sol e Jazco.

Essa reedição limitada é impressa com a melhor qualidade possível em papel couchê brilhante de 250g. O tamanho é de 55 x 36 cm e a litografia teve a supervisão do autor original do cartaz, Billy Gibbons (não o guitarrista barbudo do ZZ Top).

O pôster custa R$40,00 e pode ser enviado para todo o Brasil dentro de um tubo de papelão que protege o cartaz. Para saber mais acesse psicobr.com.br

Lucifer Rising

John Lawton, Peter Hesslein e Dieter Horns trazem o Lucifer’s Friend de volta das profundezas

por Bento Araujo     01 set 2015

Lucifer’s Friend 2015“Demorou bastante para esta volta acontecer, mas todos nós sentimos que a hora é agora… Voltar a tocar com os caras que eu trabalhei por tantos anos, e com quem gravei discos que resistiram ao tempo, é um ponto alto da minha carreira”. John Lawton está eufórico – depois de 20 anos ele está de volta ao Lucifer’s Friend, grupo alemão que revelou o vocalista britânico no início da década de 70.

Lawton tem com quem compartilhar essa euforia, os dois fundadores do grupo: Peter Hesslein e Dieter Horns. Esse último alerta que seu entusiasmo não está muito atrás daquele demonstrado por Lawton: “Quando recebi a ligação sobre a reformulação da banda eu me senti ligado, eletrificado. Discutimos essa possibilidade nas últimas décadas, mas, agora, finalmente a volta aconteceu”. Quem no entanto sintetiza a razão da volta do grupo é o guitarrista Peter Hesslein: “Durante os anos muitas pessoas me perguntam sobre a reunião do Lucifer’s Friend. Recentemente algumas bandas com reputação internacional vêm regravando nossas velhas canções e criando um hype sobre o Lucifer’s no mundo todo. Pensamos em dar aos nossos fãs, principalmente aos mais jovens, a chance deles experimentarem um pouco da música de alguns dos fundadores do hard rock, antes que seja tarde demais”.

E muitos desses jovens vêm compartilhando essa experiência, já que a banda se encontra em turnê pelo verão europeu. Uma apresentação recente, em especial, marcou a carreira do grupo, a que rolou no conceituado Sweden Rock Festival. O show na Suécia deve virar DVD em breve e serviu para mostrar que o Lucifer’s Friend continua feroz e relevante.

Para selar de vez a reunião, a banda lançou Awakening, uma compilação de dez músicas do passado, mas que vem acompanhada de um disco bônus com quatro novas composições: “Pray”, “Riding High”, “Did You Ever” e “This Road”.

Para saber mais, curta a página da banda no facebook: facebook.com/lucifersfriendofficial.

Beckett (1974)

Poucos escutaram, ou se impressionaram, com o Beckett, mas um jovem baixista ficou espantado com o que presenciou: Steve Harris

por Bento Araujo     19 ago 2015

BeckettO Beckett não deu certo por uma questão de timing. Se este único elepê do grupo britânico tivesse sido lançado três anos antes, em 1971, talvez a história hoje fosse outra.

A fusão de progressivo, hard, orquestrações e art rock promovida pela banda soava datada no final de 1974, quando este disco chegava às lojas do Reino Unido. Poucos escutaram, ou se impressionaram, com o material, mas um jovem baixista ficou espantado com o que presenciou: Steve Harris. Tanto que Harris guardou no peito a influência do Beckett, manifestada dez anos depois, quando o seu Iron Maiden regravou “A Rainbow’s Gold” para o lado B de um compacto.

Claro que a levada funkeada de “A Rainbow’s Gold” acabou sendo a maior porta de entrada para jovens do mundo todo redescobrirem este trabalho do Beckett, que foi produzido pelo vocalista do Family, Roger Chapman, para o pequeno e nada longevo selo da banda: Raft.

Além da execução acima da média, o que salta aos ouvidos neste álbum são as composições inspiradas, os solos caprichados dos guitarristas Kenny Mountain e Robert Barton e os vocais soul de Terry Wilson-Slesser, um fã de Paul Rodgers e Robert Plant, que depois passou pelo Backstreet Crawler de Paul Kossoff, Charlie e até chegou a tentar cavar uma vaga dentro de bandas como Mott The Hoople, AC/DC e até no próprio Iron Maiden.

A imprensa britânica na época aprovou o disco: “Um lado depende de cordas e arranjos, mas o outro é recheado de rock. Eu não tenho certeza sobre o quanto é válido insistir em arranjos complicados que não podem ser reproduzidos no palco, mas o Beckett tem se saído bem na turnê que vêm fazendo com o Slade. Como primeira tentativa o disco é soberbo”.

As vendas foram ruins, mas com o disco, o Beckett foi parar no palco do Reading Festival daquele ano e no popular programa de TV The Old Grey Whistle Test. Depois ainda abriram shows do Thin Lizzy, Faces, Wizzard e Ten Years After. Beckett, o disco, é recomendado para quem gosta de Free, Spooky Tooth, Patto, Be Bop Deluxe e do bom prog inglês.

Playlist pZ 61

Preparamos um playlist da pZ 61 no Spotify para você escutar degustando a sua nova edição

por Bento Araujo     10 ago 2015

Playlist da poeira Zine 61, para escutar degustando a sua nova edição. Ouça músicas de bandas e artistas que abordamos nesta edição: Som Nosso de Cada Dia, Pink Fairies, nomes que se apresentaram no festival Wattstax, John Wetton, bandas de Krautrock, Hughes & Thrall, Taste, Love Affair etc.

Veja mais sobre essa edição no http://www.poeirazine.com.br/loja/numero-61/

Parceria de Jimmy Page e Chris Squire pode ser lançada

Page espera lançar material arquivado do XYZ, que montou ao lado de Squire e Alan White

por Bento Araujo     30 jul 2015

yes-xyz“Aquilo foi muito triste. Ele era um baixista fenomenal. Foi muito triste perdê-lo”, disse Jimmy Page ao Radio.com, sobre a morte de Chris Squire.

O guitarrista do Led Zeppelin espera poder finalmente lançar material do supergrupo XYZ, que montou em 1981 ao lado do baixista do Yes e de Alan White, baterista também do Yes. O trio registrou demos no estúdio de Page, mas essas gravações nunca foram lançadas oficialmente, como comenta o guitarrista: “Eu tinha um estúdio na época e eles queriam tocar junto comigo. As músicas que praticamos eram realmente boas – foi o meu primeiro projeto depois que perdemos John Bonham. Foi um blend interessante e os caras eram muito, muito bons, então eu tinha que ser muito bom também”.

Page está com planos de lançar esse material do XYZ (eXYes & Led Zeppelin) há algum tempo e confessou que estava esperando terminar os relançamentos dos discos do Zeppelin para entrar em contato com Squire e White para viabilizar os lançamentos. Infelizmente Squire faleceu repentinamente, mas Page espera agora contar com o apoio de White para lançar o material também como uma homenagem ao baixista.

Mais notícias em breve.

Enquanto isso, curta o que vazou na web sobre o XYZ até agora:

The Residents no Brasil

Demorou, mas a banda experimental de São Francisco virá ao Brasil em setembro

por Bento Araujo     28 jul 2015

residentsPrimeiro foi confirmada uma apresentação no Chile, depois outra na Argentina e nada do Brasil. Até que o site oficial da banda “vazou”que uma data também estava fechada em São Paulo, no Cine Joia, em 17 de setembro. A banda visita pela primeira vez a América do Sul num momento muito oportuno e especial de sua longa trajetória, justamente quando estão promovendo o filme Theory of Obscurity: a film about The Residents.

No Brasil, os Residents começaram a angariar mais seguidores no início dos anos 90, quando um de seus clipes passaram a ser exibidos na MTV, nos programas Lado B e Clássicos MTV, apresentados pelo VJ e apreciador da banda, Fabio Massari. De lá pra cá, o culto só aumentou, então provavelmente o Cine Joia deverá contar com a sua lotação máxima no próximo dia 17 de setembro. Os ingressos devem começar a ser vendidos em breve e para mais informações acesse o residents.com.

Randy California no Deep Purple?

Teria o guitarrista do Spirit substituído Ritchie Blackmore num show?

por Bento Araujo     30 jun 2015

Randy California 1979Teria o guitarrista do Spirit, Randy Cafifornia, tocado no Deep Purple, substituindo Ritchie Blackmore num show?

Sabe aquele típico boato de boteco, que você ouviu num passado distante, mas que continua te atormentando sempre que o assunto vem à tona? Nas pesquisas (livros, recortes de jornal, revistas, internet) ninguém mencionava o fato. Qual seria a saída mais apropriada? Claro, perguntar ao maior especialista de Deep Purple do mundo, Mr. Simon Robinson, presidente da Deep Purple Apreciation Society e responsável pelo excelente portal deep-purple.net.

Segundo Simon, Ritchie Blackmore adoeceu no dia 31 de março de 1972, às vésperas de uma importante headline tour pela América do Norte. O guitarrista foi para o hospital, então o grupo chegou a fazer um show como quarteto (Gillan, Glover, Lord e Paice). Passada essa apresentação, Blackmore não se recuperava (ele estava com Hepatite), então o agente norte-americano da banda ligou para um amigo, Al Kooper, e perguntou se ele estaria interessado. Kooper fez um audição relâmpago com o Purple, mas não se encaixou bem (Simon ressalta: “Kooper não era exatamente um guitarrista, ele estava mais acostumado com os teclados”). Então a saída foi trazer, de avião, Randy California.

Randy se deu muito bem na audição e realizou um show como guitarrista do Deep Purple em Quebec, no Canadá, mais precisamente no dia 6 de abril de 1972. Apesar de Randy ter curtido muito o show e de todos terem se divertido bastante naquela noite, os membro do Deep Purple sentiram que aquela não era “a banda” e acharam por melhor cancelar a turnê.

Já quanto ao set list que o grupo realizou naquela noite em Quebec, nem o próprio Simon tem ideia…

Trapeze novamente em catálogo

Selo Rock Candy relança dois discos do Trapeze sem Glenn Hughes

por Bento Araujo     23 jun 2015

TrapezeOs três primeiros discos do Trapeze revelaram ao mundo um talentoso vocalista, baixista e compositor chamado Glenn Hughes. Graças a esses trabalhos o jovem Hughes acabou indo parar no Deep Purple, em 1973.

Fãs do Deep Purple tendem a pensar que o Trapeze só foi bom quando Hughes estava na banda, mas a verdade é que o Trapeze conseguiu seguir caminhando com suas próprias pernas após a saída de seu baixista/vocalista. Com uma sólida base de fãs nos EUA, o líder e guitarrista Mel Galley resolveu também assumir os vocais e para o lugar de Hughes convocou dois novos integrantes: Pete Wright (baixo) e Rob Kendrick (guitarra). Na bateria, o também fundador Dave Holland mantinha o cargo.

Ciente dessa sobrevida do grupo, o selo britânico Rock Candy acaba de relançar em versão “deluxe” os discos Hot Wire (1974) e Trapeze (1976), ambos com som remasterizado e encartes caprichados.

Esses trabalhos continuam apresentando o estilo festejado do grupo, mesclando hard rock com funk e soul. Quem duvida da força dessa versão do Trapeze basta conferir a faixa “Midnight Flyer”, contida em Hot Wire.

Culto AOR

O esquecido Ned Doheny tem alguns de seus discos relançados e conquista novos apreciadores

por Bento Araujo     22 jun 2015

Ned DohenyEle foi o primeiro artista/compositor a assinar com a Asylum, de David Geffen e era amigo de Crosby, Stills, Nash, Mama Cass, Dave Mason, J.D. Souther, Linda Ronstadt, Jackson Browne e dos Eagles.

Ned tinha grana à beça, compunha magistralmente bem e fazia um soft rock dos mais apurados, mas sua carreira nunca decolou comercialmente na América, ao contrário do Japão, onde seus álbuns são cultuados há décadas.

Sacando a necessidade de reapresentar essa pedra perdida do AOR ao mercado ocidental, os selos Be With Records e Numero Group vem relançado trabalhos importantes de Ned Doheny.

A Be With Records disponibilizou reedições em vinil dos raros discos do artista: Hard Candy (1976) e Prone (1979), ambos produzidos pelo guitarrista Steve Crooper. Hard Candy foi o segundo trabalho de Ned e contou com participações de Jackson Browne, Joni Mitchell, David Blue e a nata dos músicos de estúdio da costa oeste. “Get It Up for Love” virou hit em versões de outros artistas e “Love of Your Own” foi escrita com Hamish Stuart, da Average White Band, que também a gravou. Prone, lançado originalmente somente no mercado japonês, mantém o alto nível nas composições e na execução primorosa – os arranjos de cordas e metais ficaram por conta de Jimmie Haskell.

Já a Numero Group colocou no mercado uma caprichada coletânea dupla, Separate Oceans, com muitas raridades do artista, e também dois compactos comemorativos: “Get It Up For Love” / “What Cha’ Gonna Do For Me” e “To Prove My Love” / “Vocal Version”.

Ned Doheny excursionou recentemente pelo Japão e pela Inglaterra e hoje é considerado, com total justiça, um respeitável expoente do rock adulto norte-americano.

Mais informações no neddoheny.com.

Mars Red Sky no Brasil

Banda francesa está em turnê pelo Brasil e toca domingo em São Paulo

por Bento Araujo     29 Maio 2015

Após sua bem sucedida estreia em 2013 com o grupo francês Mars Red Sky, a produtora Abraxas recebe novamente o power trio de Bordeaux para uma breve turnê sulamericana.

A banda viaja em divulgação do seu mais recente disco, Stranded in Arcadia, gravado no Estúdio Superfuzz, no Rio de Janeiro, pelas mãos de Gabriel Zander.

27/05 PORTO ALEGRE @ Signos Pub
https://www.facebook.com/events/363196570540352/
28/05 SANTA MARIA @ Boteco do Rosário
https://www.facebook.com/events/1578581222418671/
29/05 PETROPOLIS @ Gypsy Bar
https://www.facebook.com/events/365952050261709/
30/05 RIO DE JANEIRO @ Rio Rock & Blues
https://www.facebook.com/events/1114892448537233/
31/05 SAO PAULO @ Inferno Club
https://www.facebook.com/events/1583842005222388/

Mars

Top 5 Heavy Metal 1985

Quais os cinco melhores discos de heavy metal lançados em 1985 na sua opinião?

por Bento Araujo     14 Maio 2015

HM85O poeiraCast desta semana traz um bate papo sobre os discos de heavy metal lançados há 30 anos. Para escutar o programa clique AQUI.

Mas queremos saber a sua opinião!

Para você, qual o Top 5 definitivo de álbuns de heavy metal lançados em 1985?

Vamos curtir bastante ver o seu Top 5 postado abaixo.

Caso uma inspiração seja necessária, clique AQUI.

Jacco Gardner – Hypnophobia

Um novo artista que ainda vai dar o que falar com o passar do tempo, já que este é apenas o seu segundo trabalho.

por Bento Araujo     11 Maio 2015

Jacco GardnerJacco Gardner – Hypnophobia

O jovem holandês nascido em 1988, mergulhou em Syd Barrett, Soft Machine, Golden Earring e Group 1850 para soprar ar fresco dentro dos distinto cenário folk, psicodélico e eletrônico atual.

No fundo, depois de tantas excursões sonoras, o que conta é a visão de Gardner e seu jardim particular.

Um novo artista que ainda vai dar o que falar com o passar do tempo, já que este é apenas o seu segundo trabalho.

Conheça o Pop Grotto

Um site cujo intuito é “imortalizar coleções”, sejam elas quais forem.

por Bento Araujo    

logo@2xVocê gosta de tirar fotos de itens da sua coleção de discos e ficar postando no Facebook e Instagram, certo? Pois agora as imagens da sua coleção ficaram ainda mais bacanas no Pop Grotto, um site cujo intuito é “imortalizar coleções”, sejam elas quais forem.

Funciona assim: você abre uma conta gratuita, vai subindo fotos das suas coleções e vai compartilhando tudo com os demais usuários ou até mesmo pelas redes sociais.

Agora se você acha tudo isso uma tremenda babaquice, pode somente navegar pelo Pop Grotto, curtindo, por exemplo, a coleção de guitarras e amplificadores de Joe Bonamassa, ou a coleção de backstage passes de Joe Elliott, do Def Leppard.

Veja mais no popgrotto.com

Rio Preto é Rock

Livro passa a limpo a história do rock na cidade do interior paulista

por Bento Araujo     14 abr 2015

A História do Rock de Rio PretoNas últimas seis décadas, o fenômeno rock ‘n’ roll sacudiu milhares de cidades mundo afora. Gerações foram convertidas, mas todos esses cenários e lembranças, muitas vezes acabam sendo perdidos nas areias do tempo. Até surgir figuras como Julio Verdi, rio-pretense da gema, que realizou um trabalho épico e fundamental em seu livro A História do Rock de Rio Preto.

Na contracapa da obra Julio diz: “A intenção foi tentar dar à história do rock de nossa cidade, uma embalagem à altura de sua grandeza cultural, além de preservar a memória de quem se envolveu com a cena rock das últimas décadas. Meu desejo é que este trabalho inspire outros movimentos, que mais e mais pessoas se movam, no sentido de apoiar, divulgar e ampliar os espaços que o rock tem na sociedade, garantindo que as novas gerações possam manter essa paixão viva”.

Depois de ler isso e sentir o peso dessa obra em minhas mãos, imediatamente entrei em contato com o Julio para levar esse papo que você confere abaixo.

pZ – Quando você percebeu que a sua cidade, Rio Preto, possuía uma cena musical intensa ao ponto de servir de inspiração para um livro de quase 900 páginas?

Julio Verdi – Eu conheço a cena da cidade desde o início dos anos 1980. Frequentei os primeiros festivais que começaram a ocorrer naquela época. Mas como eu falo no livro, tinha muita gente fazendo algum movimento ligado ao rock bem antes daqueles tempos. Mas é claro que nos anos 80/90 a coisa inflamou. Com o advento do primeiro Rock in Rio, a exposição cada vez maior de todos os estilos na grande mídia e a vinda de grandes bandas ao Brasil fizeram com que o movimento fervesse. Resgatar a história de mais de 250 bandas que passaram por Rio Preto nos últimos 50 anos foi, além de uma aventura prazerosa, uma forma de tentar mostrar ao Brasil que por estas bandas aqui a cultura não é apenas relegada a festas e músicas tradicionais da região. E o intuito básico do livro foi nivelar todas as bandas, no quesito respeito, independente do estilo que praticaram ou da extensão de suas carreiras.

pZ – Você parou um ano inteiro da sua vida para se dedicar ao livro. Fale um pouco mais sobre isso.

JV – Há muito tempo que tenho como atividade paralela divulgar, da melhor forma possível, o trabalho das bandas de rock da cena independente. Já assinei coluna semanal de rock no jornal da minha cidade (o 4º maior do interior paulista) e até hoje mantenho meu blog e divulgo em outros canais. E por conhecer a cena daqui, eu sempre imaginei que um dia alguém poderia deixar registrados fatos que certamente se perderiam no tempo. Quando me desliguei da empresa onde atuava, em 2012, eu decidi que seria a hora. Mas o trabalho foi ficando imenso, diversas entrevistas por semana, novas e novas bandas do passado sendo descobertas, gente que vinha até mim querendo contar sua participação. O que era para durar alguns meses e ter pouco mais de 300 páginas, acabou virando esse monstrinho que pesa quase dois quilos e tem 856 páginas. Claro que tive que me virar para ir levando a minha vida doméstica paralelamente ao desenvolvimento do trabalho, mas chegou um momento em que eu quis mesmo fazer algo forte, de qualidade no quesito editorial e gráfico.

pZ – Além das bandas de rock da cidade, lojas de discos, bares e estúdios também estão no livro. Como foi mapear tudo e fazer esse levantamento?

JV – No fervor de minha juventude conheci muita gente, nos anos 1980/90. Além de me conhecerem eu acompanhei de perto o trabalho deles. Já para as décadas anteriores e posteriores, foi um trabalho investigativo e de certa forma, arqueológico. Alguém tinha o telefone de alguém e aí eu ia atrás. As primeiras lojas de discos eram de amigos, alguns bares também. Quem não me conhecia tomava paixão pela ideia, em poucos minutos de conversa. Muita gente que se envolveu na cena não estava mais na cidade, alguns já falecidos, outros de difícil acesso. Mas mesmo assim tentei buscar uma abrangência geral do que ocorreu aqui em termos de rock, fazendo inclusive muitas entrevistas à distância (telefone, e-mail, videoconferência). A divulgação via rede social foi outra ferramenta que trouxe muita gente para o rol das entrevistas.

pZ – Você bancou e fez tudo sozinho. O livro foi impresso com um material de primeira: capa dura, papel couchê, encadernação costurada… Não houve um interesse municipal, ou de alguma instituição cultural, para bancar um livro com essa proposta? Você chegou a pensar em buscar alguma lei de incentivo cultural?

JV – Sim a produção foi toda minha. Tentei apoio municipal e estadual. Consegui verba na Lei Rouanet, mas nenhuma empresa, dentre as dezenas que consultei, se interessou em participar do projeto. O próprio prefeito atual participou de bandas do passado, mas não me atendeu nas três vezes que tentei contatá-lo via sua secretária. Tentei a Secretaria de Cultura local e também não obtive sucesso. Então fiz um plano de negócios e decidi produzir por minha própria conta. Até agora o projeto não se pagou, mas falta pouco. Por isso eu disse que esse trabalho tem uma aura totalmente ideológica. Fiz para tentar deixar registrado na história o trabalho de quem ralou pelo rock na cidade, nunca com interesse de ganhar dinheiro. Algumas pessoas me ajudaram de forma crucial, como o Fábio Matta, que fez a arte da capa e o Robert Ishizawa, que fez a paginação. O Ivan Busic (baterista do Dr. Sin), que nasceu em Rio Preto, foi muito atencioso e topou fazer o prefácio da obra. Mas o resto ficou por minha conta.

pZ – Como vem sendo a repercussão desde o lançamento?

JV – A noite de lançamento foi um verdadeiro encontro de gerações de músicos e consumidores do rock daqui. Muita gente na cidade tem o livro. Acredito que a grande totalidade gostou. Claro que ninguém agrada 100% em qualquer trabalho feito, mas não só o pessoal envolvido no livro, mas vários jornalistas e pessoas da mídia em geral manifestaram palavras elogiosas e motivadoras. Esse foi meu lucro, as pessoas entenderem as dificuldades e mesmo assim perceberem que foi um trabalho de qualidade. Aos poucos o âmbito nacional entra no panorama, pois tem muita gente que curte literatura rock, independente da cena regional abordada. Eu, na condição de consumidor de rock, sempre compro trabalhos similares, então acho que muita gente no país ainda vai ter contato com o livro. Pelos recursos mínimos, a divulgação foi feita de forma simples. Sempre abordei pessoas ligadas à cena rock do país e solicitei a divulgação.

pZ – E para quem tiver interesse em adquirir um exemplar?

JV – Pode me encontrar no Facebook (basta procurar “Júlio Verdi”), ou por e-mail, no julio.verdi@terra.com.br. Eu envio para todo Brasil. O livro custa entre R$ 65,00 e R$ 75,00, depende do canal de venda. Quem quiser adquirir o livro em lojas, ele está disponível na Tudo Rock (www.tudorock.com.br) e na Die Hard (www.diehard.com.br).

Escolha a arte de capa da nova pZ

A pZ 59 será lançada na próxima semana e a capa será com o Rainbow. Escolha qual arte de capa você prefere!

por Bento Araujo     24 mar 2015

A poeira Zine 59 será lançada na próxima semana e a capa será com o Rainbow, banda escolhida pelos nossos leitores.

Para comemorar, preparamos três capas diferentes para esta nova edição, mas somente uma será “A” escolhida. Ajude a gente escolher qual a melhor capa dessas três abaixo. Basta postar o seu voto como comentário.

pz59 - capa 1

pZ59 – Capa 1

pz59 - Capa 2

pz59 – Capa 2

pz59 - Capa 3

pz59 – Capa 3

 

Ritchie Blackmore e o punk rock

Em 1977, Blackmore dizia que preferia escutar punk do que Eagles

por Bento Araujo     23 mar 2015

Blackmore

Quando Long Live Rock ‘n’ Roll ia sendo gravado, parecia que não havia mais espaço na indústria fonográfica para grupos como o Rainbow.

Punk e disco music dominavam o cenário de 1977, mas Blackmore tinha uma opinião sobre aquilo, como esclareceu durante uma entrevista na Sounds:

“De uma coisa eu tenho certeza, não estamos nessa para ser a maior banda do mundo. Meu interesse é que o público aceite o que temos de melhor em comparação aos demais conjuntos, alguns deles que sofrem uma lavagem cerebral para agradar as pessoas. O que eu ouvi do chamado punk rock foi para entender a razão das pessoas estarem gostando e comprando aquilo. O punk tem uma energia crua, a maioria da música é muito mal tocada, mas obviamente eu prefiro escutar punk do que escutar Eagles, eles me aborrecem, bandas que tocam como os Eagles me aborrecem… No punk pelo menos os garotos estão tentando… Estão tentando criar algo com energia e música é criada ao redor da energia”.

Lembrando que o Rainbow será a capa da próxima edição da poeira Zine, com lançamento no início de abril.

Dennis Dunaway lança biografia

Por enquanto não há previsão de lançamento no Brasil de Snakes! Guillotines! Electric Chairs!: My Adventures in The Alice Cooper Group

por Bento Araujo    

911UDJOTvsLDennis Dunaway, baixista do Alice Cooper Group, conta nessa excêntrica autobiografia Snakes! Guillotines! Electric Chairs!: My Adventures in The Alice Cooper Group a sua história ao lado de Alice e seu circo de horrores, quando formavam a banda original do cantor, que durou até a turnê do álbum Muscle of Love, que inclusive passou pelo Brasil, em 1974.

As loucuras da estrada, a criação e o conceito original do grupo, o fim prematuro e até o ressurgimento para o Rock & Roll Hall of Fame marcam presença no livro do baixista, um dos mais subestimados dos anos 70.

Por enquanto não há previsão de lançamento no Brasil de Snakes! Guillotines! Electric Chairs!: My Adventures in The Alice Cooper Group.

Rozenblit

Documentário em vídeo mostra a história da lendária gravadora/fábrica de discos pernambucana

por Bento Araujo     27 fev 2015

fabrica-de-disco-rozenblit“Rosa de Sangue” é um mini documentário, produzido pela produtora Videoteipe, cujo intuito é imortalizar em vídeo a história da gravadora/fábrica de discos pernambucana Rozenblit – o maior complexo fonográfico localizado fora do eixo RJ-SP que existiu no Brasil.

Localizada no Recife, era a mais moderna do país na década de 60. A fábrica foi fundada em 1954, por José Rozenblit, cuja missão era divulgar a música regional nordestina. José participa do documentário, assim como muitos artistas lançados pela gravadora, que ainda colocou na praça selos como Mocambo, Solar, AU, Passarela e outros.

O período “udigrudi” da Rozenblit também tem destaque, época em que apostaram na mais pura psicodelia nordestina, lançando álbuns de Satwa, Marconi Notaro, Flaviola e o Bando do Sol e Paebirú.

Os momentos mais dramáticos registrados acontecem quando José relembra as muitas cheias do Rio Capibaribe que destruíram seu parque industrial e seu estoque, fazendo com que discos de seu catálogo se tornassem extremas raridades.

Playlist da pZ 58

Bolamos um playlist pelo Spotify, diretamente da redação, com bandas e artistas abordados na edição 58 da poeira Zine

por Bento Araujo     20 fev 2015

Ouça abaixo o playlist da pZ 58 e veja mais sobre essa edição clicando AQUI.

Radio Kaos

Caixa faz retrospectiva completa dos australianos do Radio Birdman

por Bento Araujo    

Radio BirdmanBoogie, blues, pub rock, prog ou folk.

A cena do rock australiano de 1974 não estava preparada para uma banda como o Radio Birdman, pequenos delinquentes juvenis que, com seus instrumentos, decidiram gerar uma catarse sonora nos moldes dos Stooges e do MC5. O guitarrista do grupo, DenizTek, havia sido criado em Ann Arbor, Michigan, até mudar-se para Sydney, Austrália. Não foi fácil: tiveram de abrir seu próprio caminho na mata, conquistando seu público no boca a boca, show a show.

Algumas dessas apresentações, outtakes e toda a produção de estúdio do grupo estão agora reunidos num box chamado apenas Radio Birdman, lançado pelo selo Citadel. Curiosamente, os álbuns do grupo foram um fracasso de vendas na época de seu lançamento, mas hoje são objetos de culto das novas gerações, assim como aconteceu com os próprios reis do proto-punk de Detroit.

A luxuosa embalagem compreende os três discos de estúdio do sexteto, quatro discos com raridades inéditas, um DVD e um livro caprichado.

A história da banda A Chave

“Todo Roqueiro é Gente Fina: A história da banda A Chave” é um documentário que conta a trajetória da lendária banda curitibana

por Bento Araujo     02 fev 2015

A Chave“Todo Roqueiro é Gente Fina: A história da banda A Chave” é um documentário produzido, dirigido e editado por Yuri Vasselai, que conta a trajetória da lendária banda curitibana.

O período abordado é o de 1969 a 1979, época em que a banda esteve em atividade, fazendo muitos shows pelo país, rompendo barreiras no rock paranaense e deixando um compacto registrado.

Participam do vídeo os ex-integrantes Orlando Azevedo, Carlos Augusto Gaertner e Paulo Teixeira, além de amigos e entusiastas como Luiz Carlini, Luiz Calanca etc.

Assista abaixo “Todo Roqueiro é Gente Fina: A história da banda A Chave”.

Tapestry of Delights: Deleites do Reino Unido expandidos

Vernon Joynson e seu pequeno monstro que já passou de 2000 páginas

por Bento Araujo     29 jan 2015

TOD

Tapestry of Delights 2015

A primeira edição de Tapestry of Delights surgiu em 1995, onde, em impressionantes 600 páginas, o colecionador Vernon Joynson desfilava, através de verbetes, todo o seu conhecimento enciclopédico do rock produzido no Reino Unido de 1963 até 1976.

Desde então novas edições vêm sendo comercializadas, com a adição de novos grupos e artistas do período e de algumas correções inevitáveis.

O mais recente tomo desta saga chegou em dois volumes, com mais de 2000 páginas, e atende pelo pomposo nome de Tapestry of Delights: Expanded Two-Volume Edition: The Ultimate Guide to UK Rock & Pop of the Beat, R&B, Psychedelic and Progressive Eras 1963-1976.

É preciso ler apoiado numa mesa, pois segurar e folhear cada um desses volumes “no braço” é tarefa somente para o Arnold Schwarzenegger.

Os verbetes trazem discografias completas, ficha técnica dos integrantes e muitas curiosidades. Dos Beatles até as bandas mais obscuras. Um passeio memorável e infinito… De se lamentar somente o preço do frete para uma belezura dessas chegar por essas bandas.

Edgar Froese (1944-2015)

O fundador do Tangerine Dream faleceu aos 70 anos de idade, vítima de embolia pulmonar

por Bento Araujo     23 jan 2015

Edgar Froese

O fundador do Tangerine Dream faleceu aos 70 anos de idade, vítima de uma inesperada embolia pulmonar.

Froese fundou o pioneiro grupo eletrônico alemão em 1967 e permaneceu o único integrante constante durante as seis décadas de atividade do projeto.

O músico deixa um grande legado, já que foi muito influente ao experimentar com sintetizadores, sequenciadores e técnicas inovadoras de estúdio. Lançou mais de 100 discos em sua longa carreira e compôs centenas de trilhas sonoras através dos anos.

Dentre os discos clássicos de Edgar Froese e seu Tangerine Dream estão Electronic Meditation (1970), Alpha Centauri (1971), Zeit (1972), Atem (1973), Phaedra (1974), Rubycon (1975), Ricochet (1975), Stratosfear (1976) e Encore (1977).

Kim Fowley (1939-2015)

Um câncer silenciou um dos personagens mais enigmáticos e distintos da história do rock and roll

por Bento Araujo     19 jan 2015

Photo of Kim Fowley

Um câncer de bexiga silenciou um dos personagens mais enigmáticos e distintos da história do rock and roll. Eternamente lembrado como criador, empresário e produtor das Runaways, Fowley foi muito mais que isso, como ele mesmo dizia, foi um mal necessário, o sujeito dos bastidores, tão importante ao rock como a banda que estava no palco.

Fowley parecia indestrutível em sua arrogância e excentricidade, perambulando pela Sunset Strip, sedento por agarrar a tendência sonora que estava lhe aguardando na virada da próxima esquina.

Descobriu e redescobriu talentos, tirou adolescentes das ruas para os palcos, reinventou-se artisticamente por diversas vezes, teve uma curiosa carreira solo (Outrageous, de 1968, e International Heroes, de 1973, são essenciais) e ainda trabalhou ao lado de Alice Cooper, Kiss, Paul Revere and the Raiders, The Seeds, Gene Vincent, Runaways, Modern Lovers, Wigwam, Soft Machine e Blue Cheer.

Morto aos 75 anos de idade, Fowley gerou um agito nas redes sociais, com personalidades lamentando a sua passagem.

Dos tributos, talvez o mais sincero veio de Michael Des Barres (Silverhead, Detective etc.): “Kim Fowley – mágico, manipulador e amante do rock n’ roll. Eu aprendi, dei risadas e o admirei por mais de 40 anos”.

Crazy Horse: I Don’t Wanna Talk About It

Danny Whitten não viveu para ver sua canção se tornar um mega hit

por Bento Araujo     05 jan 2015

Crazy Horse

O soul sempre teve bandas de apoio de primeira linhagem. Booker T. and the MGs, Caledonia Soul Orchestra, Bar-kays e muitas outras. No rock n’ roll, essa ideia de um bando de músicos servindo de apoio a um artista-solo não é tão comum. Pelo menos não funcionando como uma peça unificada, uma banda mesmo.

Normalmente o astro pinça músicos individualmente, mas alguns como Bob Dylan e Neil Young preferem contratar os serviços de uma peça única, nesse caso The Band e o Crazy Horse, respectivamente.

Podemos dizer que a Crazy Horse é uma das mais consistentes bandas de apoio da história. Não só por realizarem aquela troca telepática/musical com seu líder no palco, mas também por terem um trabalho sustentado pelas próprias pernas.

O auto-intitulado álbum de estreia do Crazy Horse é daqueles casos únicos onde se expressa, num único trabalho, toda sua essência e força, compilando sua bagagem de banda de garagem com a experiência que ainda está por vir. No caso do Crazy Horse, a urgência dessa estreia foi tamanha que o grupo nunca mais conseguiu cunhar outro álbum no mesmo nível.

Essa urgência tinha nome, Danny Whitten, o autor da maior parte do material do grupo e de “I Don’t Wanna Talk About It”.

Danny era uma dessas almas atormentadas do mundo da música, um jovem e frágil artista, daqueles com trajetória meteórica, imerso no mundo das drogas.

Em 1971, Whitten já não estava mais preocupado com muita coisa, nem com sua própria música. A ideia inicial de “I Don’t Wanna Talk About It” surgiu com muita facilidade na cabeça de Whitten. O problema maior era a letra. Para ser finalizada, a canção precisava de uma segunda estrofe, necessidade essa jogada num segundo plano pelo seu próprio criador, que depois de alguns meses resolveu chamar Nils Lofgren, outro jovem e competente guitarrista, para dar uma força, afinal de contas, aquela excelente e tocante composição não poderia ficar de fora do álbum.

Lofgren chegou a lembrar a ocasião: “Quando gravamos essa canção, Danny estava bastante debilitado, mas mesmo assim conseguia cantar e tocar normalmente. Engraçado ele ter largado mão de “I Don’t Wanna Talk About It” num certo ponto. A canção ficou jogada de lado e por minha insistência começamos a trabalhar em cima dela novamente, apesar de Danny não se sentir muito confortável com a situação. Ele deixou claro que só continuaria se eu terminasse a letra. Segui em frente e o convenci. A gravação aconteceu muito rápido: sentamos de frente um para o outro, pegamos dois violões e Ry Cooder cuidou do slide”.

A versão de mais sucesso acabou sendo a de Rod Stewart, contida no álbum Atlantic Crossing, lançado em 1975. Whitten não viveu para ver sua canção se tornar um mega hit, pois morreu de overdose, em novembro de 1972.

Como o oculto salvou o rock?

Contos da época em que o rock era uma crença espiritual

por Bento Araujo     15 dez 2014

How the Occult Saved Rock and Roll

É quase impossível não ser nostálgico quando o assunto é rock ‘n’ roll. Lembrar o período onde o rock era tratado como religião é o mote do escritor Peter Bebergal em seu novo livro, Season of the Witch: How the Occult Saved Rock and Roll.

A união entre música e misticismo é tão antiga quanto a história do mundo e, dos anos 50 pra cá, o diabo se tornou indisputavelmente o “pai do rock”. As razões e as consequências desse “pacto” estão nas páginas da obra, que passeia com sagacidade pela vida de artistas, bandas e celebridades como David Bowie, Killing Joke, King Crimson, Arthur Brown, Led Zeppelin, The Rolling Stones, Aleister Crowley e Kenneth Anger.

O espírito original do rock é o da rebeldia e a principal reinvidicação do livro é alertar que, no início do gênero, o que existia era também uma rebeldia espiritual, tomando conta dos jovens, seduzidos então pela conotação pecaminosamente sexual do rock. Outra análise interessante é a de como músicos e fãs criam e cultivam uma mística ao redor de sua música e como essa arte acaba sempre sendo execrada pelo mainstream e por grupos radicais religiosos.

Por enquanto, não existe previsão de Season of the Witch: How the Occult Saved Rock and Roll sair no Brasil.

Peru Bravo

A década radical da psicodelia soul peruana reunida

por Bento Araujo     10 dez 2014

Peru BravoPeru Bravo: Funk, Soul & Psych from Peru’s Radical Decade é o nome da nova e obrigatória compilação lançada pela Tiger’s Milk Records, um selo de relançamentos cujo barato é escavar e relançar pérolas perdidas da música peruana, do punk ao funk.

A década em questão abrange do fim dos anos 60 até meados da década seguinte. Isso significa que dentre as 15 bandas do cardápio, estão nomes já cultuados, como Traffic Sound e Laghonia, mas também obscuridades como Jean Paul “El Troglodita” (com a incrível “Everything’s Gonna Change”), Los Belking’s (e o acid-funk “Sabata”) e Telegraph Avenue (com a surpreendente “Sungaligali”). Nomes como Los Holy’s, Los Texao e Jeriko acabaram aparecendo com versões para “Cissy Strut” (The Meters), “Sookie Sookie” (Steppenwolf) e “Hey Joe” (cantada em espanhol e baseada mais na versão dos Byrds) respectivamente. O álbum traz também a história dos conjuntos envolvidos, cortesia dos curadores Martin Morales, Duncan Ballantyne e Andrés Tapia del Rio.

Mas o mais curioso grupo acaba sendo The Mad, com sua “Aouh Aouh”. A banda fez amizade com Mick Jagger e Keith Richards quando estes visitaram o Peru durante suas férias, no fim da década de 60, mesma época em que inclusive também visitaram o Brasil. Foram convidados a gravar na Inglaterra pelo empresário dos Stones e por muito pouco não tocaram na Ilha de Wight. “Aouh Aouh” mostra que eram mesmo uma banda com uma sonoridade diferenciada.

Peru Bravo está disponível em LP duplo, CD e download no tigersmilkrecords.com. Lembrando que o lema do selo é “Aquí hacemos música con cariño”. Absoluta verdad.

A volta do Lucifer’s Friend

Awakening, o novo disco, tem lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015

por Bento Araujo     08 dez 2014

405138_436446583070337_1590747326_nJohn Lawton curtiu tanto a matéria sobre seu Lucifer’s Friend na pZ 54 que fez questão de escrever em primeira mão pra gente, contando uma novidade: A banda está voltando.

Segundo o vocalista, eles estão preparando uma coletânea, Awakening, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2015.

O disco contará também com novas faixas de estúdio e Lawton já gravou quatro delas.

Clive Palmer (1943-2014)

Faleceu um dos grandes do folk britânico, que passou pela Incredible String Band, COB (Clive’s Original Band) e Famous Jug Band

por Bento Araujo     25 nov 2014

Clive Palmer okClive Palmer morreu no último dia 23 de novembro, depois de lutar por anos contra uma grave doença.

Sua morte foi anunciada pelo amigo/músico Wizz Jones, que no Facebook postou: “Clive foi um dos melhores músicos que conheci… Uma inspiração e um amigo muito amado”.

Palmer sempre foi um virtuoso no banjo e na composição. No início dos anos 60 formou uma dupla com Robin Williamson, visando tocar temas tradicionais do folk e do bluegrass. Em 1965, a dupla integrou um novo músico, Mike Heron, e assim nasceu a Incredible String Band, um dos baluartes sagrados do brit-folk.

Gravou somente o primeiro e homônimo disco do trio (1966), saindo para montar a sua Famous Jug Band e mais adiante a C.O.B. (Clive’s Original Band), responsável por dois clássicos absolutos do gênero: Spirit of Love (1971) e Moyshe McStiff and the Tartan Lancers of the Sacred Heart (1972). Em 1978 saiu seu primeiro álbum solo: Just Me.

Mais recentemente, voltou a se reunir com os companheiros de Incredible String Band, lançando o disco All Roads Lead To Land (2004).

Leia mais sobre Clive Palmer e sua Clive’s Original Band (C.O.B.) clicando AQUI.

Rick Rosas (1949 – 2014)

Baixista de Neil Young, faleceu aos 65 anos de idade

por Bento Araujo     11 nov 2014

rickr osasFoi o baterista do Crazy Horse, Ralph Molina, que espalhou a notícia pelo Facebook: “Eu realmente odeio ter que dizer isso, mas outro irmão, amigo, gentleman, morreu…Rick Rosas. Que Deus lhe abençoe e cuide de você”.

Rick foi um baixista norte-americano muito requisitado, tanto em estúdio como “ao vivo”. Tocou com nomes como Joe Walsh, Crosby, Stills, Nash & Young, Jerry Lee Lewis, Johnny Rivers, Ron Wood, Etta James e muitos outros, mas sua maior associação sempre será com Neil Young, com quem vinha se apresentando com frequência.

Chegou a tocar também na meteórica volta do Buffalo Springfield e substituiu temporariamente Billy Talbot no Crazy Horse.

Faleceu devido a problemas pulmonares.

O que aconteceu com o jornal Circo?

O mítico jornal musical carioca que infelizmente não saiu do número zero

por Bento Araujo    

circo-jornal74Nome: CIRCO
Nacionalidade: Brasileira
Ano de atuação: 1974
Número de edições lançadas: 1

Em 1974, o rock tomava conta do Brasil, ainda abalado com o fenômeno Secos & Molhados.

Alice Cooper havia acabado de realizar shows históricos em São Paulo e no Rio de Janeiro. O rock estava nas revistas, nos jornais e nas TVs. Gravadoras locais, como a Continental, passaram a investir em conjuntos brasileiros e 1974 marcou a estreia de nomes como Made In Brazil, Som Nosso de Cada Dia, Ave Sangria, Casa das Máquinas etc.

Para acompanhar essa explosão, faltava uma publicação brasileira sobre rock. Uma versão pirata da Rolling Stone havia passado por aqui como um relâmpago, em 1972, mas acabara de forma melancólica. A revista Geração Pop (depois apenas Pop) era mais uma revista teen de comportamento, apesar de trazer algumas páginas dedicadas ao gênero e às bandas mais quentes da época. No entanto, a carência era enorme para quem quisesse apenas ler um bom texto sobre rock, em português.

Com essa preocupação foi criado o jornal musical carioca Circo, num formato parecido com o dos semanários britânicos de música (Melody Maker, NME, Sounds, Disc etc.). A publicação seria comandada pelo diretor Múcio Borges de Fonseca e pelo editor Luis Carlos Cabral.

Na redação estavam nomes importantes do nosso jornalismo rock, como Luis Carlos Maciel (que havia sido editor da nossa Rolling Stone), Antonio Bivar, Ezequiel Neves, Okky de Souza e Peninha Schmidt, além de correspondentes em Salvador, São Paulo e Londres. Bancando esse pessoal estava o uísque Passport. Tinha tudo pra dar certo.

O número zero do Circo foi distribuído nas rádios e nas lojas de discos, apenas para a imprensa e consumidores diretos, antes de ir para as bancas. Tanto que a minha edição está com o carimbo “Circulação Interna – Venda Proibida”. A data na capa é de 17 de maio de 1974, e a chamada principal ilustra uma imagem de um maço de cigarros como o rock ‘n’ roll, um cinzeiro e um isqueiro: “Rock, um produto de classe internacional, chega ao Brasil”.

A excelente e não creditada matéria de capa debatia a inserção do Brasil no mercado internacional de shows, dando uma geral na então recente passagem de Alice Cooper por aqui e anunciando a tour de Miles Davis para aquele mesmo mês. Outros shows também foram anunciados no artigo: Rolling Stones, Pink Floyd, Dylan, George Harrison, Paul McCartney, Who, Zeppelin e Jackson’s Five. Das promessas, apenas a última se concretizou.

Na pauta da Circo número zero estavam também entrevistas e textos com Jorge Mautner, Caetano Veloso, Lou Reed, Rita Lee, Macalé, Dylan, Marianne Faithfull, Walter Smeták etc.

Quando todos esperavam o #1 a tenda do Circo simplesmente murchou.

Far Out – Nihonjin

Foi do Japão que veio o Far Out, grupo que lançou um único disco: Nihonjin, em 1973

por Bento Araujo     07 nov 2014

Far Out - NihonjinFar Out – Nihonjin
(1973, Columbia CD 5047)

Rock espacial e minimalismo musical, principalmente se realizado na década de 1970, geralmente nos remete à cena alemã, às centenas de combos do marginalmente batizado Krautrock. Mas e os mestres do minimalismo, os japoneses, onde ficam nessa história?

Foi do Japão que veio o Far Out, grupo que lançou somente este álbum, em 1973. O minimalismo exarcebado, no entanto, ganhou expressividade maior na capa e na introdução de Nihonjin, disco que contém dois longos temas: “Too Many People” e “Nihonjin” – um em cada lado do LP original.

“Too Many People” tem de tudo: de introdução Krautrock passando por folk, psicodelia e hard pesado no melhor estilo Black Sabbath. Quando os inspirados solos de guitarra assumem a frente, é impossível não se lembrar de guitar-heroes britânicos como David Gilmour e Jeff Beck. Já a melódica e triste “Nihonjin” é uma das pérolas do rock japonês dos anos 1970, apropriadamente regravada (com doses extras de synths e Mellotron) pela Far East Family Band como “Nipponjin”, no álbum de mesmo nome, lançado no Brasil na época.

O experiente guitarrista Fumio Miyashita era o maior responsável pela gama eclética de sons surgidos em Nihonjin. Egresso da Far East Family Band (grupo seminal do rock nipônico que revelou também o músico Masanori Takahashi, mais conhecido como Kitaro), Miyashita fez questão de deixar sua guitarra e a cítara elétrica de Kei Ishikawa em primeiro plano no disco. Teclados e sintetizadores, tocados por ele mesmo e por Eiichi Sayu, serviam apenas de pano de fundo para os voos rasantes e contemplativos da guitarra.

Seja pela influência de nomes como Pink Floyd e Sweet Smoke, seja pela herança hippie da década anterior, Miyashita entrou para a história com seu Far Out e seu Nihonjin, pelo menos para aqueles que rumaram mais ao Oriente, buscando prog rock inventivo e viajante além das terras germânicas.

No ano 2000, Nihonjin foi relançado em CD pelo selo Buy Or Die Records, com muitas faixas bônus, na verdade temas da banda irmã do Far Out, a inesquecível The Far East Family Band.

Artigo originalmente publicado na pZ 51

A história da Rhino Records

O segredo do sucesso de um dos selos independentes mais respeitados do mundo em livro

por Bento Araujo     05 nov 2014

rhino recordsNum estoque empoeirado de uma loja de discos, em meados da década de 1970, Harold Bronson e Richard Foos não imaginavam, mas estavam fazendo história.

E é essa incrível história que Bronson conta no livro The Rhino Records Story: Revenge of the Music Nerds, basicamente um conto sobre como uma pequena loja de discos se transformou numa milionária corporação.

Não foi fácil e o trabalho foi árduo, foram anos de paixão desenfreada pela música aliada a um instinto em apostar no não convencional. Tanto na escolha dos artistas novos, como nos relançamentos, e também na criação de uma metodologia mais humana e real de trabalho.

O segredo do sucesso de um dos selos mais respeitados do mundo também está no livro, assim como o plano de revival da estampa, especialista em resgatar carreiras de nomes como The Monkees, The Turtles, Love, The Knack, Frankie Lymon e tantos outros. De fã para fã, como tem sido a Rhino Records todas essas décadas.

Steely Dan: O veredito Burroughs

Donald Fagen e Walter Becker não poderiam ficar mais envergonhados após o sucesso do Steely Dan

por Bento Araujo     03 nov 2014

Steely DanTendo pinçado o nome de sua banda de um vibrador que aparecia nas páginas de Naked Lunch, de William S. Burroughs, Donald Fagen e Walter Becker não poderiam ficar mais envergonhados após o sucesso do Steely Dan. A partir dali, todos os jornalistas do mundo estavam tentando achar conexões entre a literatura de Burroughs e o trabalho musical do conjunto.

Na edição de fevereiro de 1977 do New York Times, o jornalista Arthur Lubow, encostou Burroughs num canto de um quarto de hotel de beira de estrada e tocou para ele um disco do Steely Dan.

Não familiarizado com a música que Fagen e Becker produzia, Burroughs declarou: “Muito chique… Eles são sofisticados, fazem muitas coisas ao mesmo tempo. Para escrever um bestseller você não pode ter tantas coisas acontecendo de uma só vez. Pegue a cabeça do cavalo, em The Godfather. Aquilo é incrível, mas você não pode ter uma cabeça de cavalo em cada página. Essas pessoas tendem a usar muitas cabeças de cavalos…”.

Walter Becker leu o artigo e ficou decepcionado: “Burroughs foi verborrágico nessa declaração, mas seus comentários devem ter sido breves. Os jornalistas gostam de alargar e esticar as conexões que temos com ele. Naked Lunch é difícil. Num certo momento de sua carreira, Burroughs admitiu não se lembrar de quando escreveu Naked Lunch… Eu não vejo razão pela qual eu deveria então lembrar de ter lido partes dele”.

O Steely Dan está na capa da pZ 56.

Traffic X Procol Harum

“Paper Sun” chegou às lojas 24 horas depois de uma avassaladora canção chamada “A Whiter Shade Of Pale”

por Bento Araujo     30 out 2014

traffic“Paper Sun” foi o primeiro compacto lançado pelo Traffic, em 26 de maio de 1967, e tornou-se um marco da psicodelia britânica, mesmo tendo chegado às lojas 24 horas depois de uma avassaladora canção chamada “A Whiter Shade Of Pale”, de um outro conjunto que estava despontando, o Procol Harum.

Quem lembra mais da ocasião é Muff Winwood: “‘A Whiter Shade Of Pale’ deixou todo mundo na Island em estado de choque. A voz de Gary Brooker soava muito parecida com a de Steve… Esperávamos entregar aquele som totalmente novo do Traffic, com a voz de Steve em primeiro plano, e o pessoal do Procol Harum se adiantou e fez tudo isso na nossa frente…”.

“A Whiter Shade Of Pale” chegou de cara na 26º posição das paradas e em pouco tempo estava na 1ª colocação. “Paper Sun”, por sua vez, estacionou na 5ª posição. O jeito foi se concentrar no próximo compacto, “Hole In My Shoe” de Dave Mason, que segundo Jim Capaldi não passava de um “fucking pop bubblegum”, mas que chegou na 2ª colocação dos charts, batendo dessa vez o próprio Procol Harum, que estacionava na 6ª posição com “Homburg”.

Relembrando Jack

O editor da pZ relembra e celebra o seu baixista favorito

por Bento Araujo     25 out 2014

Jack Bruce

Não foi “Sunshine Of Your Love”. Provavelmente o meu primeiro contato com Jack Bruce foi com “I Feel Free”… E foi em vídeo, um promo dos 60, do Cream dublando um de seus primeiros hits. A voz me impressionou, mais ainda aquela linha de baixo.

Foi a porta de entrada. Decidi mergulhar na obra daquele sujeito. Primeiro foi o Cream, supertrio o qual venerei e decorei os álbuns. Sim, Clapton levou a fama, Baker é também um monstro, mas para mim, quem sempre segurou a banda nas costas foi Jack.

Quando o papo é carreira solo dos ex-Cream, aí é covardia. A sequência Songs for a Tailor, Things We Like, Harmony Row, Out of the Storm e How’s Tricks é de outro mundo. Não é somente questão de virtuosismo no baixo, é composição, originalidade e interpretação. O que sempre me deixou perplexo é o quanto a carreira solo dele é subestimada e ignorada, até mesmo dentro do rock.

Mas se o rock nunca deu o merecido reconhecimento a Jack, o jazz deu. Tony Williams, Carla Bley, Billy Cobham e muitos outros admiravam e tocaram com o baixista em algum momento de suas carreiras. “Sou apenas um camponês”, disse Jack ao Jornal da Globo, ao ser perguntado se a fama de Clapton o incomodava. “A história é sempre escrita do ponto de vista dos vencedores”, ele me disse em 2012, quando o entrevistei para a pZ e perguntei a razão dele não ser festejado (em sua fase no Tony Williams Lifetime) um dos pais do fusion, ao lado de Miles e Zappa.

Entrevistar Jack foi tranquilo, conhecê-lo pessoalmente foi mais difícil. Quando ele veio tocar em São Paulo pela primeira e única vez, em 2012, fui apresentado pelo amigo André Christovam, que na verdade foi um dos idealizadores do show, ao lado de outro amigo, Marcel Castro. Levei a edição da pZ em vigor na época, com Jack na capa, contendo um longo artigo que escrevi e a entrevista que havia realizado com ele. Pensei em entregar um exemplar pessoalmente, mas constatei que Jack não pegava nada, nenhum presente, de ninguém. Sua esposa e empresária explicou a posição do marido, que no momento estranhei, mas depois compreendi perfeitamente: já pensou viajar o mundo, aos 70 anos de idade, e ficar carregando cacarecos dados pelos fãs, só pra fazer uma média? Jack Bruce nunca precisou fazer média, talvez por isso seu santo nunca bateu com a indústria fonográfica.

No dia que o conheci, achei Jack já bem debilitado, com a saúde muito frágil. Tudo bem que ele havia acabado de realizar uma intensa apresentação, mas percebi que ele estava com dificuldade de andar e se comunicar. Sua última imagem não sai da cabeça: ele adentrando ao elevador com a esposa, acenando com as mãos, ao mesmo que tentava se equilibrar. Senti uma pontada no peito e constatei que o tempo estava passando rápido.

Naquela noite, sem perceber, fui colocado numa foto curiosa, só com baixistas da pesada. De repente lá estava eu, baixista amador que sou, ao lado de Antonio Pedro de Medeiros (Mutantes), Carlão (A Chave), Willy Verdaguer (Secos & Molhados, Humahuaca etc.), Fábio Zaganin e claro, Mr. Bruce. Que honra! Essa eu devo eternamente ao André Christovam… “Só eu e você gostamos do Things We Like, ele sempre me diz”.

Bento, Antonio Pedro, Carlão, Jack Bruce, Willy Verdaguer e Fabio Zaganin

Hoje eu recebi a notícia da morte de Jack Bruce, e lá se vão mais de dez anos daquele seu fatídico transplante de fígado. Quem leu a sua biografia sabe que o baixista já havia morrido uma vez, mas essa agora parece ser definitiva. Lembrei também de quando escutei pela primeira vez o disco Climbing!, do Mountain, e fiquei estarrecido com uma canção: “Theme For An Imaginary Western”, de autoria do velho Jack. Foi quando percebi o seu valor também como compositor.

Lembranças e mais lembranças, quando o assunto é morte, bate a nostalgia. Mas o que importa é a inspiração desse sujeito e seu eterno legado musical. Jack fez música de verdade.

Alvin Stardust (1942-2014)

Morreu um dos expoentes do glam rock britânico da década de 70

por Bento Araujo     23 out 2014

Alvin Stardust

Hoje em dia poucos se lembram do nome Alvin Stardust, mas na Inglaterra do auge da explosão glam, na primeira metade dos anos 70, ele era assíduo frequentador das paradas de sucesso com hits como “My Coo Ca Choo”, “Jealous Mind” e “I Feel Like Buddy Holly”. Com seu visual rocker, trajando couro dos pés à cabeça (inspirado em Gene Vincent e Vince Taylor), Stardust foi talvez o maior rival de Gary Glitter.

A notícia de sua morte, espalhada na internet pelo seu empresário, pegou seus seguidores de surpresa, já que apenas há poucos meses o artista foi diagnosticado com câncer de próstata. Stardust estava trabalhando em seu primeiro disco de estúdio desde 1984, Alvin, agendado para ser lançado em novembro.

Além dos compactos de sucesso e aparições no Top Of The Pops, Stardust ficou ainda mais popular no Reino Unido em 1976, após gravar um comercial do governo britânico ensinando aos jovens como atravessar a rua de maneira adequada, popularizando o slogan: “Be Smart… Be Safe”.

Mais sobre Alvin Stardust você lê na próxima edição da pZ, que será lançada em dezembro.

William S. Fischer – Circles

Herbie Mann, de tanto admirar a competência de Fischer, resolveu lhe dar uma chance de ouro e bancar seu disco

por Bento Araujo     16 out 2014

William-S.-Fischer-CirclesA capa é toda branca, com um círculo vazado ao meio, onde consta uma foto do desconhecido William S. Fischer. Na ficha técnica, nomes de Herbie Mann (produção), Hugh McCracken, Eric Weissberg, Ron Carter e um jovem garoto panamenho chamado Billy Cobham. “Só pode ser um grande disco”, você pensa.

Chegando em casa, tirando o elepê do envelope plástico, você se depara com o selo Embryo, uma estampa que era propriedade de Herbie Mann, com distribuição da Cotillion, uma subsidiária da Atlantic. Além deste Circles, a Embryo lançou naquela época trabalhos do próprio dono e também do Floating Opera, Tonto’s Expanding Headband e de Miroslav Vitous.

No fim da década de 60, Fischer era um arranjador que trabalhava para Herbie Mann, que, de tanto admirar a sua competência, resolveu lhe dar uma chance de ouro e lhe bancar um disco inteiro. Assim, surgiu, em 1970, Circles, um trabalho que até hoje atrai DJs e colecionadores do mundo todo. Seria o ritmo contagiante e frenético de sons como “Saigon”? Ou a ousadia de “Patiance Is A Virtue”, um tema que depois serviu de base para o hit “Rock On”, na voz do ídolo teen David Essex?

Mas é em faixas visionárias como “There’s A Light That Shines”, “Capsule” e “Electrix” que Fischer inova, tocando seus moogs e sintetizadores, ainda uma novidade naquele universo pop do ano de 1970. Em meio a tudo isso existe o bônus de se ouvir os magníficos arranjos de cordas do protagonista, o que, originalmente, chamou a atenção do produtor e flautista Herbie Mann.

Em sua carreira solo, Fischer lançou apenas mais dois álbuns, Akelarre Sorta e Omen (ambos de 1972), dedicando-se a trabalhar com renomados artistas como Joe Zawinul, Wilson Pickett, Les McCann, Eugene McDaniels, Roberta Flack, Roy Ayers, Idris Muhammad, Roland Kirk, McCoy Tyner, Pharoah Sanders e muitos outros.

Circles é uma obscura maravilha em formato de vinil, indicada para apreciadores especialmente de Terry Callier, trilhas Blaxploitation etc.

Texto originalmente publicado na pZ 55

Steely Dan e muito mais na nova edição da pZ

Jane, Marshall Tucker Band, Khan, Moto Perpétuo, John Entwistle, Robert Fripp etc.

por Bento Araujo     13 out 2014

pZ 56Steely Dan, Jane, Marshall Tucker Band, Khan, Moto Perpétuo, John Entwistle, Robert Fripp, Lô Borges, John Mayall… A nova edição impressa da poeira Zine (pZ 56) está repleta de nomes da pesada.

Ilustrando a capa temos o Steely Dan, um combo jazz transvestido de banda de rock em seu início, com o máximo de sofisticação que o gênero poderia alcançar. Talvez seja essa uma das definições do projeto musical de Donald Fagen e Walter Becker. Os estúdios de gravação passaram a ser verdadeiros templos, onde Fagen e Becker registravam seus rituais sonoros e repensavam o seu conceito de perfecionismo. Assim, contratavam os melhores músicos de estúdio dos EUA para colocarem em prática a música que ouviam em suas mentes. Com a década de 70 avançando e a auto-indulgência da excêntrica dupla aumentando cada vez mais, chegou um ponto onde míseros seres humanos não mais podiam executar aquelas músicas com a necessária competência. Nesta edição tudo sobre os “perfeitos anti-herois musicais dos anos 70”, como a Rolling Stone categorizou a dupla. Inclui discografia comentada.

Veja mais sobre essa edição da pZ

 

The Famous Charisma Label

Livro resgata o imponente catálogo do selo Charisma dentre os anos 1969-1972

por Bento Araujo     06 out 2014

The Famous Charisma Label UK Album And Single DiscographyThe Famous Charisma Label UK Album And Single Discography (Inky Tuscadero)

Este essencial livro, lançado na Inglaterra, funciona também como um grande catálogo do que o suntuoso selo pink da Charisma lançou dentre seus mais frutíferos anos, de 1969 a 1972.

Genesis, The Nice e Van Der Graaf Generator são os mais colecionáveis grupos do selo de Tony Stratton-Smith, então tanto eles como outros nomes menos populares (Bell & Arc, Gordon Turner e Atacama) também batem cartão nessa obra extremamente atenta aos mínimos detalhes. Como todo colecionador gosta.

A história do rock sulista em livro altamente ilustrado

Southbound: An Illustrated History Of Southern Rock é essencial para quem curte Allman, Lynyrd etc.

por Bento Araujo     02 out 2014

O autor com Billy GibbonsSouthbound: An Illustrated History Of Southern Rock (Scott B Bomar)

Scott B Bomar tratou de resgatar o fenômeno musical/cultural norte-americano de forma coesa e abrangente, estudando o sucesso de nomes como Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd e analisando também o fracasso comercial de tantos outros.

O movimento Southern ganha nova perspectiva no livro, altamente ilustrado com fotos das bandas, pôsteres dos shows e reprodução dos selos e capas de discos.

T-Shirt Madness

O maior colecionador de camisetas de bandas de rock do mundo compartilha sua coleção online

por Bento Araujo     26 set 2014

isac-walter-minor-threadIsac Walter, este é o nome do bolha que mais enaltece a sua coleção de camisetas de bandas de rock.

O sujeito criou um blog e contas no Facebook e Instagram simplesmente para postar suas camisetas, numa missão de passar mais de 1.000 dias consecutivos trajando uma camiseta diferente de sua imensa coleção.

Como se não bastasse a disposição de realizar uma foto e um post diariamente, Walter ainda tem energia para comentar cada uma de suas peças e ainda indicar sons da banda/artista que ele esta vestindo em determinado momento de sua gloriosa vida.

Veja mais no http://minorthread.com/

Documentário sobre Danny Fields

Foi ele que conectou bandas e artistas como The Ramones, The Doors, Andy Warhol, MC5, Nico, The Stooges, Velvet Underground, Bowie e Iggy

por Bento Araujo    

Danny com os RamonesEle foi o figura que não somente estreitou a relação dos chefes das gravadoras com os músicos de rock, mas que também conectou de alguma maneira bandas e artistas como The Ramones, The Doors, Andy Warhol, MC5, Nico, The Stooges, Velvet Underground, Bowie e Iggy.

Danny Fields atravessou e vivenciou tudo, e milagrosamente continuou são e salvo, mesmo vivendo por anos a vida que qualquer rockstar gostaria de levar.

Foi jornalista, agente, empresário e olheiro de gravadora – um dos mais importantes nomes dos bastidores do rock norte-americano, que inclusive ajudou a fomentar o surgimento da cena alternativa.

A saga de sua vida é agora pano de fundo do documentário Danny Says, dirigido pelo cineasta Brendan Toller, uma saga que retrata o rock marginal a caminho do mainstream.

Em www.dannysaysfilm.com você pode ajudar o projeto, fazendo doações, adquirindo o DVD numa pré-venda, comprando camisetas etc.

Ave Sangria volta aos palcos

Recife se prepara para presenciar uma noite histórica. Acontece no dia 2 de setembro uma apresentação única da Ave Sangria

por Bento Araujo     01 set 2014

pzarquivoverdeamarelo-ave-sangria1Recife se prepara para presenciar uma noite histórica. Acontece no dia 2 de setembro, no belíssimo Teatro de Santa Isabel, uma apresentação da Ave Sangria, banda que inovou na mistura de rock psicodélico e ritmos tradicionais nordestinos. Foi no mesmo palco do Teatro que o grupo tocou pela última vez, há 40 anos. Quem está por trás deste evento é o selo pernambucano Ripohlandya (capitaneado pelo pessoal do Anjo Gabriel), em iniciativa apoiada pelo Governo do Estado de Pernambuco.

O selo também está lançando dois discos da Ave Sangria. O primeiro deles é a reedição do único e homônimo álbum de estúdio da banda, lançado em 1974, que agora surge em versão capa dupla, vinil de 180 gramas, ou CD digipack. O áudio foi restaurado e masterizado a partir de uma cópia do disco original da época. Ave Sangria faz parte do mesmo clube de outros álbuns clássicos da psicodelia nordestina cultuados no mundo todo, como Paêbirú, de Zé Ramalho e Lula Côrtes, No Sub Reino dos Metazoários, de Marconi Notaro e Satwa, de Lula Côrtes e Lailson.

Ainda em 1974, a banda fez uma de suas melhores apresentações com o show Perfumes Y Baratchos. O público que foi ao Santa Isabel não sabia, mas teve o privilégio de assistir ao último show da Ave Sangria. O áudio do show foi registrado em rolo e 40 anos depois se transforma em vinil e CD, com capa reproduzindo o cartaz original do evento, de autoria de Laílson Holanda.

O novo show contará com quatro integrantes originais do conjunto. A cobertura completa do evento você confere, com exclusividade, na próxima edição da poeira Zine.

Serviço: Ave Sangria no Teatro De Santa Isabel (Praça da República s/n – Recife/PE)
Data: 2 de setembro
Horário: 20h

Horace Silver e o Steely Dan

Inspirado na Bossa Nova, Silver criou a introdução que seria assimilada pelo Steely Dan no hit “Rikki, Don’t Loose That Number”

por Bento Araujo     29 ago 2014

Horace SilverHorace Silver, falecido recentemente, foi um pianista e compositor americano que ajudou a difundir o  jazz. Serviu de referência até para Miles Davis, John Coltrane e Sonny Rollins.

O curioso é que seu pai havia nascido em Cabo Verde e Horace Silver tinha fixação pela língua portuguesa, a qual dominava sem problema algum.

Encantou-se com a Bossa Nova durante uma excursão pelo Brasil, em 1964, e, na sequência, lançou o disco Song for My Father.

Para a faixa título criou uma levada inspirada na Bossa Nova, que anos depois seria assimilada pelo Steely Dan, no hit “Rikki, Don’t Loose That Number”.

Confira abaixo as duas canções.

 

http://youtu.be/S1CilMzT55M

http://youtu.be/S6zIXvAp2zw

Incense, Peppermints and Weird Guitars

As guitarras customizadas do Strawberry Alarm Clock

por Bento Araujo     26 ago 2014

Strawberry Alarm Clock guitarsEles emplacaram “Incense and Peppermints” em 1967, um single extraído do LP de mesmo nome. Fizeram aparições em filmes cult como Psych-Out e Beyond the Valley of the Dolls. Foram um grande nome da psicodelia norte-americana e depois do fim do grupo, forneceram integrantes a bandas tão diversas como Lynyrd Skynyrd (o guitarrista Ed King) e Oingo Boingo (o guitarrista/flautista Steve Bartek). Se o Strawberry Alarm Clock é lembrado por tudo isso, por que não também por serem os co-responsáveis pela criação de uma incrível guitarra?

Com o sucesso a mil por hora, o SAC queria incrementar ainda mais o seu espalhafatoso, kitsch e psicodélico visual (uma simples olhadela na capa de Incense and Peppermints já basta para sacar a proposta visual dos caras). Foi então que contrataram os ofícios de um luthier chamado Semie Moseley, fundador da Mosrite, aquela guitarra que os Ventures e Johnny Ramone transformaram em objeto de fetiche em todo o mundo. Moseley ficou encarregado então de criar duas guitarras e um baixo para o SAC.

Sua invenção até hoje surpreende pelo design ousado e “espacial”. Era uma guitarra toda montada com partes de uma Mosrite tradicional, porém com duas diferenças cruciais: uma moldura de madeira que rodeava o corpo do instrumento e uma pintura do conceituado artista gráfico Von Dutch, famoso por pintar pranchas de surf e os mais esculturais corpos das garotas da Califórnia. Não foi à toa que as guitarras do SAC ficaram então conhecidas como The Surfboard Guitars.
Mas o tiro acabou saindo pela culatra; o Strawberry Alarm Clock não aprovou os modelos e sequer posou para uma foto empunhando as guitarras, para a posteridade. No entanto, hoje, um raro modelo da Surfboard Guitar está avaliado numa pequena fortuna.

Long Time Gone – CSNY

Depois de 40 anos o maior supergrupo dos supergrupos relembra seus dramáticos excessos em novo boxset

por Bento Araujo     25 ago 2014

CSNY-DELUXE-BOX-SET“Trabalhando nessas canções, eu percebi o quanto Neil Young é um músico generoso em relação às canções dos demais integrantes. Isso é atípico para um artista, que geralmente quer que as suas composições se sobressaiam. É incrível como Neil toca melhor nas canções que que não foram escritas por ele. Isso ficou óbvio quando eu comecei a trabalhar neste novo boxset”.

Graham Nash não tem problema algum em elogiar o velho comparsa logo que o caixote CSNY 1974 chegou às lojas, trazendo 40 canções registradas durante a malfadada turnê de 31 apresentações em gigantescos estádios de 24 cidades. São várias versões da caixa disponíveis, sendo a mais luxuosa uma com acabamento em madeira, contendo seis LPs, um Blu-ray e um livro de 188 páginas.

David Crosby, Stephen Stills, Graham Nash e Neil Young se reuniram para aquela turnê depois de alguma insistência do empresário Bill Graham. Amparados do baixista Tim Drummond, do baterista Russ Kunkel e do percussionista Joe Lala, o CSNY de 1974 era um conglomerado de egos inflados, desinteresse e uso desenfreado de substâncias ilícitas.

Nash, por exemplo, assistiu um bootleg do último show da excursão, no Wembley Stadium, e não gostou nada do que viu e ouviu: “Foi uma apresentação horrorosa… Era o último show da tour e estávamos excitados por estar tocando em Londres, mas, ao mesmo tempo, estávamos exaustos. Cheirávamos muita cocaína, estávamos tocando muito rápido e cantando um pouco fora do tom. Eu não gostaria que nossos fãs mais jovens pensassem que aquilo era o que fazíamos sempre. Ao mesmo tempo, eu sabia que havíamos feito alguns bons shows naquela tour. Quando me deparei com os tapes eu percebi que, ao remover alguns grãos de areia, todos seríamos agraciados com uma bela pedra preciosa”, declarou Nash a Harvey Kubernik, do site rocksbackpages.com.

O trabalho de Nash foi rearranjar as melhores gravações de diversas noites, construindo a maratona original de canções apresentadas naquele período, com um set elétrico de abertura, um longo set acústico e outro set elétrico de encerramento. Das 40 faixas, apenas dez vieram dos discos CS&N e Déjà Vu – o restante era material solo dos integrantes, alguma parte dele inclusive inédito, como no caso de Neil Young, que apresentou nada menos que cinco novos temas naqueles shows.

Stills estava bem menos empolgado que Young, apesar de 1974 ser o ano onde Young lançou On The Beach, bem no meio de sua fase mais depressiva e cultuada. Stills declarou na Creem, antes daquela excursão de 1974: “Fizemos shows pela música, pela arte e pelas garotas. Esses serão pela grana”.

Apesar de soar imponente nas gravações, Young declarou em sua biografia que não ficou assim tão entusiasmando: “Aqueles shows não foram bons. A tecnologia não estava lá para nos ajudar e os egos pareciam mais importantes do quer a música. Foi um desapontamento enorme”. O fato da cocaína ter substituído a maconha como droga da vez acabou com o senso hippie de comunidade entre o quarteto fantástico. Enquanto Nash, Stills e Crosby viajavam em jatinhos, Young se locomovia com seu velho ônibus. O mundo de Woodstock era passado; 1974 veio cheio de repugnância, crises, corrupção, paranoia e o escândalo de Watergate.

Quando “Ohio” encerra a maratona e a caixa, Nixon havia caído e um senso de vitória do velho sonho hippie vem à tona. Young, odiou tocar em Woodstock com seus amigos, mas não há como negar que até hoje ele não passa de um inveterado hippie sonhador.Quando Nash mostrou a Young a foto colorizada em computador que ilustra a capa do novo box, o músico canadense odiou. Nash perguntou a razão daquilo e Young respondeu: “Estamos elevando a nós mesmos nessa foto… Como se fôssemos muito importante, fazendo parecer que éramos maiores do que na verdade éramos”. Nash retrucou: “Mas Neil, não foi exatamente isso que fizemos? Não fizemos 31 shows para milhares e milhares de pessoas?”. Enquanto Young concordava balançando a sua cabeça de cima pra baixo, o velho Nash deu o golpe final: “Você não percebe que graficamente essa capa é incrível?”. Assim a dupla entrou num acordo e os poderosos CSNY podem soar grandiosos pela eternidade.

Outta Space P-Funk

George Clinton é protagonista em novo livro e volta a voar com a sua nave

por Bento Araujo     12 ago 2014

George Clinton & The Cosmic Odyssey of the P-Funk EmpireA famosa nave espacial do conglomerado Parliament-Funkadelic, construída pelo roadie Bernie Walden, vai pousar no Smithsonian’s National Museum of African American History and Culture, em Washington, D.C., EUA. A “mothership”, famosa por figurar nos shows das bandas de George Clinton dos anos 70, teve um papel crucial na cultura pop negra dos EUA.

Clinton doou o adereço ao museu pois acredita que a Mothership seja um monumento da black music e também um símbolo da música criada por ele e pelos seus comparsas, música essa que influenciou gerações e mais gerações de músicos negros.

Nos anos 70 a Mothership teve um papel crucial nos shows do Parliament, servindo de meio de transporte simbólico rumo ao espaço, onde os afro-americanos poderiam se libertar do racismo, dos preconceitos e de miasmas sociais sofridos na Terra.

A visão de Clinton, baseada no conceito de Sun Ra, é tema também do livro George Clinton & The Cosmic Odyssey of the P-Funk Empire, de autoria do jornalista/fã Kris Needs, que entrevistou Clinton em diversas ocasiões. O lançamento é a primeira biografia abrangente do pioneiro da música negra norte-americana. O autor contextualiza a obra de Clinton no cerne da revolução social e cultural atravessada pelos jovens negros dos EUA a partir da década de 60. Depoimentos de fãs como Red Hot Chili Peppers, Rick James, Prince, Zapp, Public Enemy e Living Colour evidenciam ainda mais o legado e a importância do Mr. P-Funk no cenário pop. Infelizmente, o livro ainda não tem previsão de ser lançado por aqui.

Rod de’Ath (1950-2014)

O baterista dos melhores discos de Rory Gallagher morreu aos 64 anos

por Bento Araujo     04 ago 2014

Rory, Rod & GerryQuando Rory Gallagher morreu, em 1995, a maioria dos textos sobre a sua morte dava conta também da morte de um integrante de suas melhores bandas de apoio, o baterista Rod de’Ath.

Rod estava mal de saúde, saiu vivo de um terrível acidente automobilístico, mas ficou tão triste em constatar que todos o davam como morto que resolveu não comparecer ao funeral do guitarrista irlandês. Passado o trauma, Rod foi aparecendo na mídia roqueira ocasionalmente, para o espanto de todos aqueles que o davam como morto.

Mas desde o fatídico acidente, o baterista nunca mais se recuperou completamente e veio a falecer dia 1 de agosto.

Rod de’Ath tocou na banda de Rory de 1972 a 1978 e gravou alguns dos melhores álbuns do guitarrista, como Blueprint (1973), Tattoo (1973), Irish Tour ’74 (1974), Against the Grain (1975)
e Calling Card (1976). Nesta mesma formação estava o tecladista Lou Martin (morto em 2012), seu companheiro de tempos de Killing Floor, banda que praticava blues inglês da pesada. Daquela formação clássica da banda de Rory Gallagher, somente o baixista Gerry McAvoy continua vivo.

Abaixo, Rod de’Ath e todos esses citados acima no belo filme Irish Tour ’74 

 

 

 

Born To Die in Berlin

Berlim tem o primeiro e único museu dedicado aos Ramones do mundo

por Bento Araujo     31 jul 2014

David Byrne no Ramones Museum, BerlimJoey Ramone dizia que um dos pontos altos de sua vida foi estar em Berlim quando o muro caiu, em 1989.

Mais ou menos naquela época, um sujeito chamado Flo Hayler assistiu ao seu primeiro show dos Ramones; comprou uma camiseta, um pôster e guardou tudo com o ingresso, como lembrança. Não parou mais, de curtir e colecionar objetos relacionados ao conjunto punk novaiorquino. Até que sua namorada exigiu que tudo aquilo que Flo mantinha em sua casa virasse um museu.

Não deu outra, é por isso que Berlim tem o primeiro e único museu dedicado aos Ramones do mundo todo. Agora que nenhum integrante original do grupo está entre nós, uma boa opção é tomar uma bela cerveja alemã no barzinho que faz parte do museu e fazer um brinde ao legado imortal do grupo.

 

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RAMONES MUSEUM BERLIN
Krausnickstr. 23
10115 Berlin-Mitte
Germany

PHONE: 0049-30-75528890

MAIL: mail@ramonesmuseum.com

SITE: http://ramonesmuseum.com

 

Novo livro sobre a cultura Mod

Para ler escutando Small Faces, The Who, The Creation, The Action, The Jam etc.

por Bento Araujo    

Mods The New ReligionMods: The New Religion  (por Paul Anderson)

O autor disseca, em 300 páginas, todo o universo Mod britânico: as roupas, os locais, as personalidades e principalmente a trilha sonora.

Material fotográfico inédito e entrevistas com insiders da cena, como Ian McLagan, Martha Reeves e Chris Farlowe, enriquecem ainda mais a trama.

Um livro para ser degustado em companhia de uma trilha regada a Small Faces, The Who, The Creation, The Action, The Jam e tantas outras bandas.

 

Super Session em Hi-Fi

Al Kooper, Stephen Stills e Mike Bloomfield soando como nunca

por Bento Araujo    

Super SessionO álbum Super Session (1968) foi remixado em 5.1 e será lançado em SACD.

Você irá escutar na mais pura e alta fidelidade as jams entre Al Kooper, Stephen Stills, Mike Bloomfield, Barry Goldberg e ‘Fast’ Eddie Hoh.

O novo mix foi obra do próprio Kooper, que ainda escreveu as liner notes dessa edição, a ser lançada em breve pelo selo Audio Fidelity.

Veja mais sobre o relançamento no site da Audio Fidelity.

Dez vídeos de Johnny Winter que você tem que assistir

Nos despedimos do guitarrista que está na capa da nova pZ com o que de mais bacana existe dele no YouTube

por Bento Araujo     17 jul 2014

pZ55Dia 16 último, o mundo do rock e do blues perdeu um de seus grandes expoentes. Como todo sangue bom do blues, Johnny Winter morreu literalmente na estrada, em seu quarto de hotel, em Zurique, enquanto fazia sua enésima turnê europeia no auge de seus 70 anos de idade.

A pZ homenageia Winter em sua nova edição, com um longo artigo especial contando toda a sua turbulenta trajetória e uma discografia selecionada comentada. Veja mais sobre essa edição.

 

Abaixo, selecionamos os melhores momentos de Johnny Winter no Youtube, para acompanhar a leitura da sua nova pZ:

1 – “Mean Town Blues” (1969)
Mesmo em início de carreira, Winter já demonstrava total confiança e habilidade com seu instrumento. Essa sua aparição em Woodstock (que ficou de fora do filme original) mostra um artista no auge da garra e da vontade de aparecer para o mundo.

2 – Live in Copenhagen (1970)
A gravação de melhor qualidade em vídeo do trio original de Winter em ação, com Uncle John Turner na bateria e Tommy Shannon no contrabaixo. Inclui canja de Edgar Winter.

3 – “Johnny B. Good” (1970)
Em 1970 ele chegou arrasando em Londres com seu trio acrescido da ilustre presença do irmão Edgar Winter. Estusiasta do rock dos anos 50, fazia questão de apresentar ao vivo esse clássico imortalizado por Chuck Berry.

4 – “Guess I’ll Go Away” (1970)
Sua banda “And”, com Rick Derringer também na guitarra, marcou uma das fases mais pesadas de sua carreira e rendeu dois grandes discos, um de estúdio e outro ao vivo. Essa apresentação registrada pela TV francesa mostra o vigor daquela formação ao vivo.

5 – Live At Tubeworks, Detroit (1971)
Johnny e seu parceiro (e baixista de sua banda) Randy Joe Hobbs ao vivo, num programa de TV, tocando e sendo entrevistados. Vale por mostrar o guitarrista de um perfil mais intimista. Destaque para sua atução na inseparável Firebird, com pouca distorção e volume.

6 – “Jumpin’ Jack Flash” (1974)
Grande fã de Stones, executou diversos clássicos da banda de Jagger & Richards em sua carreira, tanto em estúdio como ao vivo. A mais emblemática delas era a sua releitura para este clássico, que ocasionalmente encerrava as suas apresentações. Essa versão é ao vivo no programa da TV britânica The Old Grey Whistle Test.

7 – Live on Don Kirshner’s Rock Concert (1974)
Sua aparição no legendário programa da TV americana marcou época, principalmente por ter sido exibido também no Brasil pela Rede Globo, um pouco depois, em seu programa Sábado Som.
http://youtu.be/9srJIjp55Bs

8 – Muddy Waters – Live At The Chicago Fest (1981)
O guitarrista marca presença em boa parte desse show de Waters em Chicago, subindo ao palco com um cajado e uma Les Paul.

9 – Live at Massey Hall, Toronto (1983)
No início dos anos 80 o guitarrista reformulou sua banda de apoio, apostando num som mais pesado e enxuto. Neste trio estavam John Paris no baixo e Bobby T. Torello na bateria.

10 – “Highway 61 Revisited”, Brasil (2010)
Em 2010 Winter passou pela única vez pelo Brasil. Tocou em diversas cidades e fez essa aparição relâmpago no programa de Jô Soares.
http://youtu.be/22hYaK63ELk

Bonus Track:
“I Just Wanna Make Love To You” (1978)
Não é sempre que se vê por aí uma jam organizada pelo pessoal do Foghat com Johnny Winter, Muddy Waters, John Lee Hooker, Otis Blackwell, Eddie “Bluesman” Kirkland, Dave “Honeyboy” Edwards e outros. A grande maioria dos músicos que estão neste vídeo já morreu…